Arquivo do dia: 6 de outubro de 2008

Evento de Anime e RPG em Maceió

Feira reúne cultura oriental em Maceió

A cultura oriental está cada vez mais presente no cotidiano de jovens e adolescentes. Para reunir essa comunidade de apreciadores dos afazeres japoneses, o SESC realiza mais uma edição do projeto Nippon Seito que significa, “aprendiz de japonês”. O encontro em torno do fascínio pela cultura do oriente abrange desenhos japoneses (anime), culinária, artes marciais e inovações e acontece nos dias 11 e 12 de outubro, das 9h às 22h, no SESC Poço.

Durante o primeiro dia da Feira Oriental (11 de outubro) acontece exibições de anime, rádio Nippon Seito, salão de jogos, animekê, mesas de RPG (The Gathering e VTS – Vampire Card Games), workshops, palestra sobre o Japão e RPG, quiz de anime, concurso de cosplay e show com as Bandas Banzai e Android Monkey.

A programação do segundo dia da Feira Oriental (12 de outubro) conta com exibição de anime, rádio Nippon Seito, salão de jogos, animekê, Torneio de VTS – Vampire Card Games, mesas de RPG e Magic (The Gathering), campeonato de queimado e de The King of Fighters, arena de RPG, campeonato de Magic (The Gathering), apresentação de artes marciais, quiz de jogos eletrônicos, concurso de cosplay, premiações e uma festa rave, que encerra a Feira Japonesa.

Maiores informações pelo telefone 0800 284 2440.

Fonte: SESC

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O jogo do fim de semana

Ontem tivemos a primeira partida de rpg em alguns meses. Por que demoramos tanto tempo é algo que eu ainda não entendo bem e nem creio que valha a pena explicar aqui. Basta saber que cada um teve sua vida e seus problemas para cuidar e agora que surgiu um tempinho no horário de todo mundo, nos reunimos para jogar.

Como o meu grupo só conhecia o D&D – cenário medieval – e sua mecânica de níveis resolvi apresentar a eles tanto um conceito diferente de jogos quanto o cenário. Resolvi trabalhar com eles um cenário brasileiro chamado Hunter, criado por Renato Arfeli e Tadeu Silva, em 1994-1995. O cenário era caseiro e tomava, com muita liberdade, elementos de magia e tecnologia no melhor estilo da série phantasy star (especialmente o IV) mesclando-o com outros jogos (streetfighter é referência obrigatória, assim como megaman) e alguns animes. Arrisco a dizer que Hunter foi o primeiro cenário technofantasy do Brasil, muitos anos antes do Gaia 400X de Márcio Fiorito.

Então eu já tinha um cenário. Mas e o sistema? Eu queria algo longe do d20. Queria algo descomplicado e ao mesmo tempo exagerado – desculpem os otakus, mas anime TEM de ser exagerado. Pensei em vários sistemas, inclusive em GURPS. GURPS foi inclusive o sistema usado para dar a primeira encarnação de Hunter. Mas eu descartei de cara. Além de ser complicado pra cacete, faz mais de dez anos que eu não rolo um 3d6 contra um NH pré-definido. Sem chances. Escolhi então trabalhar com o 3d&t Alfa.

O que? O Valberto trabalhando com o 3d&T alfa? Pois é. Eu sou da opinião de que “só não muda de idéia quem não tem idéia”. Eu já havia trabalhado com o sistema quando ainda usava o nick de “Aloha1976” nos idos da página e da lista 3d&t underground e tenho bastante material guardado.

O jogo correu super bem. Montamos os personagens em pouco mais de uma hora. Foi rápido, levando em conta que nenhum dos jogadores tinha jogado antes o sistema antes. Ficamos com uma Hunter Metamorfa Pantera (Sued), uma Hunter Especialista em Taijutsu (Hypa), um Mago Cego (Hugo) e finamente uma Gnoma Mestra de Ilusões (Suca).

As cenas foram, como sempre, memoráveis. O combate foi um pouco travado. Mesmo os personagens construídos com 15 pontos – sim, eu sei que muita gente começa com 5 pontos, mas eu gosto de pirotecnia avançada – eles tiveram de suar a camisa para dar conta de um bando de robôs renegados. Justamente pela simplicidade das regras não tive problemas em rolar uma aventura na hora. Simplicidade ao mais elevado grau.

A aventura deste fim de semana provou que o sistema não é muito importante: os jogadores e a vontade de se divertirem falam mais alto do que qualquer conjunto de regras.

Quando vamos jogar de novo? Não faço a menor idéia, mas tenho quase certeza que eles gostaram.

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Hunter – revivendo um clássico dos anos noventa

O que é Hunter?

Hunter é um cenário de RPG, baseado em desenhos japoneses. É ficção científica e fantasia medieval, é magia e tecnologia. A história se passa no futuro, onde seres vivos e máquinas vivem em harmonia, num planeta chamado Stavian. O sistema usado para jogar Hunter é o 3d&t. Embora sua primeira encarnação tenha surgido para GURPS, em 1995, e eu consegui com os donos/autores do projeto autorização para converter e dar nova vida a essa criação.

Hunter é um RPG como outro qualquer, porém para que o jogo realmente se torne agradável, sugerimos que interpretem seus personagens de forma exagerada, como em um mangá ou anime.

Este RPG deve ser imaginado como uma miscigenação de desenhos japoneses conhecidos como anime, e jogos de vídeo game baseados nestes.

Resumindo, Hunter é um mundo de RPG onde as cidades são pequenas, as florestas tem grandes segredos. Os desertos, florestas e montanhas são repletos de animais selvagens. Ciborgues e humanos que podem viver juntos. Robôs enlouquecidos que podem ameaçar a vida de pessoas inocentes, que também podem ser salvas pelos Hunter. Stavian é um lugar onde várias culturas colidem de formas bruscas, trazendo o caos ou a paz.

A História de Stavian

Há muito, muito tempo atrás, nós humanos vivíamos em um planeta chamado “Terra”. O planeta era dividido em lugares chamados de “países”, que eram como cidades, mas maiores, muito maiores.

Neste tempo, o planeta era repleto de pecados e maldades. Os próprios humanos faziam mal para si mesmos, poluíam a própria terra e faziam grandes guerras (Isso, exatamente como hoje!).

Logo uma guerra nuclear aconteceu. Guerras nucleares usavam bombas, capazes de destruir vários países. Então, os países se tornaram ruínas, os cemitérios, se tornaram casas, e os mares, viraram desertos.

Então, um grupo de sobreviventes, atravessou bravamente os desertos e chegou ao lugar chamado “VASA”. Neste local, foi encontrado um único foguete espacial intacto, que os tirou do planeta condenado.

O foguete possuía um sistema de criogenia que foi usado para que os viajantes pudessem ficar adormecidos durante toda viagem. O computador do foguete estava programado para acordá-los quando chegasse a um sistema em que fosse possível a existência da vida.

Quando acordaram, perceberam que haviam chegado num sistema solar com ótimas condições. Escolheram o planeta que parecia ser o mais propício para sua sobrevivência, e o batizaram de Stavian. Alguns desbravadores preferiram rumar para os outros planetas deste sistema, para colonizá-los. Foi assim que o sistema solar Bade se tornou o novo lar dos humanos.

Os primeiros anos de colonização não foram fáceis. Quase toda a cultura humana havia se perdido com as guerras e não havia certeza de quase nada no novo mundo. Com o passar dos anos os sobreviventes descobriram como usar a sua tecnologia com uma nova forma de energia abundante no planeta, batizada de maná.

Não demorou para que o mundo fosse dominado pelos mais fortes e assim começou a dinastia da família real Cristis.

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