Quem faz um site são seus visitantes.
Foi-se o tempo em que sites eram feitos e mantidos apenas por seus idealizadores. A internet 2.0 varreu a passividade do leitor para debaixo do tapete e criou um novo tipo de “hot-site”: aquele que é aquecido não apenas com visitas, mas também com contribuições dos seus leitores. Hoje, muito mais que uma equipe de alto nível e material interessante, um site precisa ter empatia para saber lidar com seu público, seus anseios e especialmente seus comentários.
Esse deve ser o motivo da agonia dos grandes portais. Eles perdem espaço para locais como fóruns e listas de discussão mais abertas e menos fechadas em regras. Sendo assim as pessoas que antes aglutinavam seus trabalhos em apenas dois ou três portais, hoje não dão mais bola para pertencer a este ou aquele grupo. Com a internet 2;0 a pessoa pode montar com facilidade e praticamente sem qualquer gasto um site ou blog para escrever e publicar suas idéias.
E olha que publicar idéias é o que mais ocorre por aí… uma prova disso é que mesmo com a “crise” que “assola” o rpg brasileiro o número de blogs não pára de crescer. Quando eu comecei a escrever no multiply não existiam sequer dez páginas no estilo. Hoje existem centenas e todos com muita qualidade. Citar é covardia porque fatalmente vou esquecer alguém especial e pior, mesmo que não esqueça, entupiria dezenas de linhas com links que não refletiriam a grandeza do momento em que estamos vivendo.
Grandes portais e listas tradicionais ressentem-se hoje pela falta de movimento. Alguns culpam a crise – como já citamos – e outros afirmam que é um simples movimento do mercado. Esses motivos estão longe da verdade. O público foi quem se afastou – ou foi afastado – desses locais. O motivo? Não sei. Acredito que cada caso é um caso. De minha experiência pessoal vi que dois mega-portais perderam sua influência, um deles por ter regras estritas demais e muito centradas em seu dono – personalista ao extremo e pouco aberta para a fala contrária a ideologia dominante. Outra por ser um “parque dos trolls”. Mas enfim, tudo tem que chegar a um fim, não é mesmo? E mesmo com a lição viva que estes dois locais apresentam ainda existem novos sites que rumam para o mesmo destino (sim, fórum da Jambô, estou olhando para você!)
Desta forma não fica difícil entender o sucesso de sites como o área cinza (olhe minha barra lateral) e sua respectiva lista de discussão. O fluxo de mensagens parece ser uma cascata diária que não dá muitas tréguas (ficar dois dias sem ler as mensagens é pedir para ler de 200 a 400 mensagens de uma só baixada!).
Por isso, cuide bem do site que você gosta.
Novembro 11, 2008 às 6:22 pm
Você está mais que certo Valberto. A internet 2.0 modificou tudo o que sabíamos sobre fóruns e afins.
Com a suposta liberdade que a internet lhe dá hoje, para ir e vir a todos os lugares, as facilidades também aumentaram e assim como o sistema D20 tentou fazer para unificar o RPG, agora a internet faz o mesmo.
Autores menos conhecidos e às vezes até mesmo totalmente sem consciência do material que escrevem, lançam boas matérias e por sua vez faz com que o mercado se aqueça, por si só…
Novembro 11, 2008 às 6:46 pm
Não dá pra negar que a internet está deixando, quando o material é de qualidade, óbvio, grandes portais para trás. Hoje em dia não existe mais o monompólio da informação. Não tem aquela coisa de “o único portal” de qualquer coisa, não é só no RPG que isso acontece. Felizmente a internet está nos dando a chance de mostrar nosso material, seja ele um conto, um livro ou simplesmente a divulgação de uma música. A Internet está abrindo portas, os que sabem como entrar por ela se dão bem, e os que não sabem tornam-se leitores. Todos saem ganhando. E crise no RPG eu nunca ouvi falar, embora saiba exatamente quem seja o dono dessas palavras.
Novembro 11, 2008 às 6:46 pm
monopólio*
Novembro 11, 2008 às 8:01 pm
Pode crer. É bom comentar um fenômeno muito estranho que ocorre também: alguns blogs copiam as notícia/postagens de outros blogs. Outros blogs (de RPG) postam material que não tem relação com RPG ou de qualidade duvidosa ou apenas quase um “olá”. São ótimos blogs, mas nesses momentos parecem que estão numa corrida para manter os primeiros lugares nos meta-blogs.
Esse fórum da Jambô te tratam na patada se a mensagem não for do agrado de algumas pessoas que andam por lá, fica terrível para a imagem da editora. É uma babaquice sem fim. Não vejo há meses e nem pretendo voltar por lá.
Gilson
Novembro 12, 2008 às 2:03 pm
Realmente parece existir essa corrida para chegarem ao “topo”, mas é como sempre dizem: No final, a qualidade vai superar qualquer obstáculo. Não importa se postam um “olá” ou material original, o que importa é que vai ficar na net aqueles que conseguirem cair nas graças do público. Eu gosto de nova safra de blogs surgindo (eu faço parte de um deles) e acho que quanto mais, melhor, mas também acho que quanto melhor, que venha mais. Vamos ver no que dá.
Novembro 12, 2008 às 7:48 pm
Ia equecendo! Tem dono de blog que só gosta de ter comentários positivos, que estejam de acordo com seu pensamento. Bem, é um direito, já que aquele espaço é da pessoa. Mas é algo bem infantil “eu sou o dono da bola, eu digo quem está dentro”. A pessoa que se presta a isso não deveria divulgar seus pensamentos.
Gilson, el diablo
Novembro 12, 2008 às 7:50 pm
Guedes, falaste tudo: qualidade definirá.
E pode perceber que os que têm matérias boas e mais relevantes para o mercado e/ou entretenimento são, geralmente, os com menor freqüência de postagem.
Gilson
Novembro 13, 2008 às 1:04 pm
Isso eu preciso discordar. No nosso blog (Casa dos Lordes) nós postamos diariamente (temos um colunista pra cada dia da semana, isso ajuda MUITO)… :D daí a ser bom, só vocês indo lá pra ver… (jabá mode off)
Novembro 13, 2008 às 7:02 pm
[...] um evento numa outra esfera da minha vida profissional me fez refletir violentamente à respeito dessa necessidade de pensar e articular de forma [...]
Novembro 14, 2008 às 12:43 am
Por isso escrevi ‘geralmente’.
Gilson
Novembro 14, 2008 às 12:58 am
Por isso escrevi ‘geralmente’.
Gilson
Dezembro 2, 2008 às 10:24 am
quem foram seus idealizadores