A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, portanto, apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual.
A pirataria faz que a cada ano, o Brasil perca R$1 bilhão, e no mundo faz com mais de 20 milhões de pessoas não tenham trabalho. O importante que, não só no Brasil, mas em outras partes do mundo tenham uma fiscalização desses produtos rigorosa.
No Brasil a pirataria fere a licença de copyright e contra ela existe a Lei Anti-pirataria (10.695 de 01/07/2003 do Código de Processo Penal), que pune os responsáveis e dependendo dos casos a pena pode chegar a 4 (quatro) anos de reclusão de pena, e multa. Apesar disso, a pirataria é muito praticada no Brasil sendo responsável pela geração de um grande número de empregos informais. A Polícia Federal do Brasil mantém operações permanentes para coibir as diversas modalidades de pirataria.
Eu nem vou entrar no mérito da pirataria de jogos eletrônicos, roupas, remédios, produtos de modo geral. Quero trabalhar com um conceito que trás todos vocês aqui para lerem a minha página. A pirataria no ramo dos RPGs. Todo mundo sabe (ou deveria saber, não sei) que o nosso mercado de RPG é frágil como a chama de uma vela em meio a uma ventania. Por isso eu achei que seria legal pegar alguns argumentos muito usados a respeito do tema e esmiuçá-los.
Acho que o primeiro ponto a ser ressaltado e a origem da pirataria de livros de RPG no Brasil. Se remontarmos mais de vinte anos atrás, em 1987, teremos um mercado brasileiro de RPG bem diferente. Não existiam revistas de RPG (se bem que hoje temos apenas uma), nem mesmo jogos em língua portuguesa, ou mesmo editoras nacionais. O jogo era jogado por estudantes, normalmente pessoas que fizeram intercâmbio nos Estados Unidos, tiveram o contato com o jogo lá e o trouxeram para cá. Justiça seja feita não existia sequer a internet, e computador era uma coisa cara e distante da grande maioria da população. Naquele tempo, para se jogar RPG você tinha duas opções: comprar um jogo importado, caro e todo em língua estrangeira ou tirar cópia de alguém que tinha. E normalmente a segunda opção era a mais escolhida e nem sempre a mais fácil. Ainda tenho em algum lugar por aqui o meu manual de regras do D&D 1ª. Edição que saiu no Brasil pela Grow, xerocado e cheio de anotações nas margens. E que aventura era conseguir o livro! Sempre era a cópia, da cópia da cópia. A esta galera foi dado o nome geração xérox. Provavelmente vem daí a origem da pirataria nos jogos de RPG no Brasil.
Então vieram os primeiros livros de RPG em português (D&D, Gurps, Desafio dos Bandeirantes), os primeiros encontros (RPG Rio, Uspcon, Eirpg) e as primeiras editoras a lidarem com o tema (Devir, Daemon, Trama, GSA)… mas a pirataria não mudava. O argumento que a justificava era o mesmo de anos atrás, com poucas mudanças: o preço.
O argumento de quem defende a pirataria é normalmente está entre os seguintes:
- Por que pagar pelo livro se eu posso ter o mesmo em formato digital, de graça?
- Os livros são muito caros;
- As empresas ganham fortunas com o s livros. Uma cópia a mais ou a menos não vai fazer diferença;
É verdade que alguns RPGs são bem caros. Os livros básicos do D&D 4.0, o RPG mais popular do mundo (?) saem por mais ou menos R$65,00 reais cada um. Quase R$195-200 reais. Com um salário médio girando em torno de R$465,00 os livros se tornam caros mesmo. O investimento inicial para se começar a jogar pode vir a ser o maior dos empecilhos para o jogador inicial. Pelo menos é o que se pensa sem uma rápida reflexão.
Deixe-me contar uma coisa que é novidade para muita gente. RPG é supérfluo. Aquilo que excede o necessário; coisas desnecessárias. Ou seja, você não precisa do RPG para viver.
Existem RPGs econômicos, baratos e até mesmo de graça na internet. Apesar da internet hoje ser um paraíso da pirataria, ela tem um potencial infinito para manter vivo o mais obscuro dos RPGs. E com material com cessão livre de direitos qualquer um pode navegar, baixar seu RPG livre favorito, imprimir e sair jogando. Ou seja, preço não é mais um empecilho. Existem até mesmo cenários e sistemas como o Mighty Blade 2, o FUDGE Brasil, o NANORPG…
“Tudo bem”, vai argumentar alguém, “mas eu quero jogar D&D e não estou a fim de gastar 200 paus para isso”. Você não precisa. Para os que dominam inglês existe o SRD. O SRD é todo o pacote de regras que você vai precisar para jogar. Sua distribuição é absolutamente gratuita.
“Mas eu não domino inglês” argumenta com raiva o rapaz com a blusa do Linkin Park. Bom, já existe em português o SRD traduzido em português, no site do darksun brasil. Basta baixar.
Ah, você fala do 4.0? Neste caso pode aproveitas as promoções. Na Moonshadows você tem o Livro do jogador por menos de 70,00 reais.
“Puxa, mas só tem o livro básico! Eu quero suplementos!” exclama o outro rapaz, ouvindo I-pod. Existem centenas de netbooks internet à fora com regras alternativas, cenários prontos, suplementos livres e legais que você pode se utilizar.
“Caramba, seu velho! Mas não são oficiais! Eu quero jogar D&D com todos os suplementos oficiais!” esbraveja outro que os seguranças arrastam da sala. O problema todo este em querer ter e não querer pagar por isso. Você quer ter o melhor RPG do mundo, com ilustrações de alto nível, centenas de suplementos interessantes, material de jogo para a duas vidas inteiras e não quer pagar nada por isso, né? Justamente porque o melhor RPG do mundo, com ilustrações de alto nível, centenas de suplementos interessantes, material de jogo para a duas vidas inteiras custa caro né? Porque pagar se eu posso ter de graça, né?
“Mas as empresas são todas caça-níqueis com esses suplementos todos, em busca de lucro fácil” acrescenta aquela menina vestida com orelhas de Chobit, ali no canto. Existe esta impressão – que veio do movimento punk, não tenho certeza – que ter lucro é “trair o movimento”. Putz não dá para esquecer o Dado Donabela dizendo que o João Gordo traiu o movimento punk. Quer dizer que todo mundo quer música de boa qualidade, mas nenhum cantor, ou autor deveria ganhar nada por isso além de aplausos? Bom, outra novidade para muita gente aqui: aplauso não paga a gráfica e nem põe comida na mesa do autor. Uma pessoa que executa um trabalho qualquer, merece ser recompensada por isso. Você paga R$15 reais a seu cineasta favorito sempre que vai ao cinema, R$45 reais sempre que compra um novo livro do Harry Potter, ou R$20 reais sempre que dá um pulo num fast-food da vida para encher a pança. Será que o cara que criou um jogo que você provavelmente pode vir a usar o resto da vida sem ter de pagar mais nada por isso não merece um pouco seu dinheiro? Onde está escrito que o lucro foi proibido a quem trabalha com RPG?
Eu conheço gente pra caramba que adoraria trabalhar num a loja de RPG ou numa editora de RPG. Entretanto, lojas e editoras tem um potencial financeiro mínimo. Por que? Em boa parte por conta da pirataria. Não existem dados concretos sobre isso, mas um dos editores da Devir me disse, em certa ocasião, que um dos motivos para que “Wraith: the oblivion”, um dos jogos que compõe o mundo das trevas jamais viu a luz do sol no Brasil justamente por conta de uma tradução porca que rolava pela internet. “O jogo já venderia pouco, logo seria muito caro publica-lo. Agora com essa cópia, perdemos perto de 60% dos que comprariam efetivamente o livro” disse ele na Bienal.
A situação é mais ou menos como num mercado em que é proibido que as pessoas degustem os alimentos na loja. Sabendo que nem todos os clientes vão respeitar esta norma, o mercado investe em câmeras e seguranças para evitar isso. Mesmo assim ainda existem aqueles clientes descuidistas que conseguem abrir um pacote de fritas, comer dois chips e estragar o saco inteiro, colocando-o por trás das caixas de leite. Some os custos das câmeras, da contratação dos seguranças e do prejuízo do produto estragado e você vai saber porque as coisas custam tão caro. Os custos para evitar o roubo encarecem o produto.
É a mesma coisa no RPG. Um livro a menos vendido, numa tiragem de mil exemplares se uma editora pequena faz diferença sim. Vide editoras que já fecharam as portas porque não agüentaram o rojão. A solução é insalubre para todos: aumenta-se o preço para cobrir os prejuízos da cópia pirata, o que acaba gerando mais pessoas que acham o produto caro e que vão em busca da cópia alternativa. Um ciclo vicioso difícil de quebrar.
“É esperitinho? E o meu caso…”, pergunta um senhor gorducho, meio careca e com uma camiseta do filme Godzila versus King Kong, “Eu gosto de Boot Hill. O livro não existe mais. É praticamente impossível achar uma cópia nos dias de hoje. Eu devo parar de jogar por causa disso?”. Bom eu nunca disse que você deveria parar de jogar. Longe disso. Se o seu livro não está mais á venda tente localizar os autores. Foi o que o pessoal de Tagmar fez. O grupo organizou-se, criou listas e com a autorização dos autores conseguiram tirar o cenário do limbo, conseguindo até uma versão impressa pela editora daemon. Outra opção seria adaptar o cenário ou o sistema para o seu gosto. Como as pessoas fizeram com adaptações, como Guerra nas Estrelas no sistema GURPS. Tente sempre um contato com o autor.
“Veja a seguinte situação” dia aquele rapaz de cabelos castanhos meio longos, com cavanhaque e barba por fazer, “Eu baixo os livros para ver se eles prestam. Se servirem eu compro. Eu é que não vou gastar 50 dólares num livro de RPG sem saber se vou gostar dele ou não. É tipo um test drive”. Tudo bem. Eu também faço test drive. Quando fui comprar meu carro fiz questão de dar umas voltas com ele para sentir o motor. Mas não quer dizer que eu fiquei com o carro em casa, certo? Neste caso eu aconselho o uso do bom senso. Quanto tempo você precisa para saber se o jogo é bom? 24 horas? 36 horas? Um ano? Sei sim, de pessoasque fazem test drive, mas na maioria dos casos os livros acabam entulhando os HDs enquanto os livros que ele compraria ficam mofando nas editoras. O motivo? O tal do preço.
Claro que algumas editoras sobreviveram bem à pirataria. Um caso conhecido é do primeiro volume do Inimigo do Mundo da Jambô. Apesar do livro se encontrar com facilidade na internet suas vendas não param de crescer. O que prova que a pirataria pode ser usada de outras formas.
Vai ter gente querendo me crucificar (não tem ainda? Virgem santíssima!), mas eu sou a favor da publicação de livros no formato mais econômico possível: em capa mole, somente com algumas ilustrações mais importantes e todo o resto em PB, e sem aquelas margens diferenciadas. Mais ou menos como os livros da daemon. Aos puristas, para os fãs hardcore a editora lançaria uma edição de colecionador no formato original e com tiragem pequena.
“Opa!” diz aquele rapaz com camisa de kung fu e cabeça raspada. “Isso não rola. Eu trabalho em editora e nenhuma delas tem cacife para duas edições um luxo e uma simples do mesmo livro. E ainda tem uma coisa: nem toda editora gringa vai deixar você publicar o RPG dela fora do formato original”. E mesmo que isso ocorra ainda vai ter gente que vai preferir o original “de grátis”. Imagine que cada livro não vendido significa que a editora tem menos lucro e assim menos chance de re-investir no cenário, seja com novos livros, novas ilustrações, novos materiais. É por isso que as vezes um livro é um sucesso, tá todo mundo jogando, mas ele não vende nada e é cancelado meses mais tarde.
Eu não quero dizer que você tem de comprar qualquer porcaria que aparece na frente. Nada disso. Antes, procure ser seletivo nas suas escolhas. Você não pode ter tudo, tenha apenas o que vai precisar. Quantas pessoas têm em seus HDs, discos rígidos, gigas e mais gigas de livros que após o download jamais foram abertos? Não seria melhor ter gasto este tempo de conexão com outra coisa mais útil?
Claro, tem gente que gosta do formato digital. É mais prático de carregar e não ocupa espaço físico na sua estante. Mas por que não optar por uma cópia legítima? Por que é caro? Existe muita coisa na vida que é cara, mas que a gente não vive sem. J
Não existe solução simples para a pirataria. Os maiores “pirateiros” são justamente pessoas com tecnologia para fazê-lo. Gente que poderia comprar com facilidade todos os livros que pirateia, mas prefere a satisfação de ter uma cópia pirata. Algo como se estivesse “burlando o sistema”. É o mesmo tipo de gente que reclama que não existem lançamentos de peso no mercado, ou que o mesmo está estagnado. Você acha mesmo que esta fazendo um grande favor á sociedade e aos jogadores menos favorecidos deixando o livro na grande rede? Cara, eles não tem computador e o tempo de lan house não rola para isso. Eles vão imprimir tudo é? Numa boa gráfica rápida o livro do jogador em inglês do D&D 4.0 sai por 120 reais. 80 se for P&B. E o livro em português sai em média por 70,00. Grade economia, hein?
Uma solução? Eu acho que apresentei várias ao longo do texto. O empréstimo de livros não é contra a lei. Pegue emprestado e leia. Comprar de segunda mão também é uma opção. Leilões, sebos e lojas de usados podem fazer maravilhas por sua coleção. Eu comprei um Rules Cyclopedia, do D&D por R$10 reais. Faça consórcios com seus amigos para comprar os livros que você quer. Cada um dá dez reais por mês e uma vez por mês vocês compram um livro de RPG de valor elevado. Daí vão fazendo caixinha uma vez por mês até que todo mundo tenha o livro. Acima de tudo use de sua consciência e aja de forma ética da forma que você gostaria que agissem com você. Existem centenas de opções à sua disposição.
Outra coisa que você pode fazer é dar suporte à sua editora favorita. Iniciativas, sites, resenhas são muito valiosas neste tipo de coisa. Se você é fã de GURPS pare de reclamar da devir, monte uma mesa de alguma coisa famosa e vá mestrar nos eventos. GURPS Sobrenatura, GURPS Avatar, GURPS a Fazenda… sei lá. Vai, monta e jogue.
Em partes concordo com vc. Mas vamos algumas coisas que me chamaram atenção. O grupo normalmente não compra um livro , pq no final das contas vem aquele pensamento com quem vai ficar????
Blz cada um fica com o livro durante a semana , mas não sei pq o ser humano em si tem aquela mente eu dei 30 reais e acho que meu colega ta me passando a perna, ou e se o nosso amigo brigar com a gente ou ele se mudar para Japão como fica as coisas ele vai levar o livro , ou ele vai rasgar o livro pq ficou puto??? Acho que deu para me entender nesse ponto e pq as pessoas não compram em grupo.
Quanto as copias em PB como vc falou , nesse ponto discordo , pois o que atrai o jogador a comprar um livro em grande maioria são as figuras coloridas , chama mas atenção , veja recentemente o sucesso do Pathfinder e como as pessoas comentam sobre as inlustraçoes. Claro que existe situaçoes diferentes como o Mundo das Trevas que é totalmente em preto e branco , mas tem qualidade na arte final, isso eu não discordo.
Quanto a dizer que RPG é superfulo concordo com vc , assim como cigarros e bebidas alcoolicas tb são coisas superficiais. A diferença que em pouco tempo ou vc morre de cançer ou morre de sirose ou vai parar na privada em forma de vomito o que vc consumiu . E um livro de RPG dura para a vida toda se cuidar bem dos livros.
Acho que deveria ter alguma especie de “Demo” da publicação de algum livro , em grande parte dos rpgs não existe essa parte de publicação , logo vem o cara baixar o livro digital para saber se vale a pena ou não comprar. Concerteza se as editoras começarem a colocar “Demo” na internet de livros de RPG concerteza pode diminuir a pirataria. Não é uma solução 100% mas diminuiria.
Eu não concordo em 100% com a pirataria , mas tem algumas coisas que a pirataria ajudam , como por exemplo existe ediçoes de D&D e suplementos que nunca apareçeu no Brasil ou livros antigos ou ediçoes especiais de colecionador onde só é vendido lá fora. Nessa situação eu concordo com a pirataria , um exemplo classico seria o cenario Al-Qadim que nunca foi traduzido para o portugues e nem deu as caras sobre noticias por aqui no Brasil. É da velha guarda o Rpg da epoca de AD&D . Os livros não são encontrados logo nessa parte concordo com a pirataria.
No final das contas é bem dificil de combater a pirataria , mas talves tomar algumas medidas como liberar um demo dolivro seria uma boa ideia para as editoras.
Por: anaobatedor em 15 15UTC agosto 15UTC 2009
às 16:44
Tenho aqui um livro fantástico do fernando pessoa. O livro do dessassossego. Me custou por volta de 60 reais. O livro é grande, tem uma 500 páginas.
há um tempo i que a companhia das letras lançou uma edição de bolso dele. Acho que está uns 35 reais. E juro que estou pensando em comprar essa edição porque é menor e mais fácil de carrear. A outra edição é um trambolho sem tamanho.
Gostria muito de uma edição de bolso de livros como a Green Ronin faz. São mais práticos e mais baratos.
Concordo quando diz que o povo quer o melhor possível e não quer pagr por isso. (apesar de discordar que D&D seja o melhor)
Mas há um comentário que seria interessante nesse post.
Até pouco tempo atrás era possível COMPRAR LEEGÍTIMAMENTE uma infinidade de livros de D&D, AD&D, D&D3e/3,5e em PDF. Por um preço muuuito menor que o impresso. Até hoje é possível comprar todo o antigo mundo das trevas em PDF. O novo também está lá.
Só para se comparar com 236 reais se compra o módulo básico de Vampiro a Máscara, A Grhena e todos os 13 clanbooks revisados. O que é material o bastante para anos de jogos.
Por: cochise em 15 15UTC agosto 15UTC 2009
às 17:28
Excelente artigo, Valberto. Nada é mais eficaz do que levantar os argumentos mais comuns e discuti-los.
Novamente, ótimo artigo.
Por: Douglas3 em 15 15UTC agosto 15UTC 2009
às 18:09
Perfeito Valberto!
Simplesmente perfeitas suas colocações.
Parabéns!
Por: Mr.Pop em 15 15UTC agosto 15UTC 2009
às 18:16
Muito bom Valberto, pena que a gente não pode mudar as cabeças alheias (eu adoraria ter poder de Controle Mental).
Depois dessa vou tratar de apagar todos os “test drives” do meu HD.
Por: Renato de Recife em 15 15UTC agosto 15UTC 2009
às 21:40
Cara… Fiquei emocionado! Está de parabéns a matéria! Peço permissão para copia-la (com os devidos créditos) em breve em meu blog. Sucessos!
Por: FenrirX em 16 16UTC agosto 16UTC 2009
às 2:32
Cara fique à vonatde para redistribuir.
Por: valberto em 16 16UTC agosto 16UTC 2009
às 2:54
“Acho que deveria ter alguma especie de “Demo” da publicação de algum livro , em grande parte dos rpgs não existe essa parte de publicação , logo vem o cara baixar o livro digital para saber se vale a pena ou não comprar.”
Esse Demo existe. Ao menos na White Wolf. Inclusive a Devir traduziu e publicou os de Vampiro, Lobisomem e Mago antes dos módulos básicos.
Eu não concordo em 100% com a pirataria , mas tem algumas coisas que a pirataria ajudam , como por exemplo existe ediçoes de D&D e suplementos que nunca apareçeu no Brasil ou livros antigos ou ediçoes especiais de colecionador onde só é vendido lá fora. Nessa situação eu concordo com a pirataria , um exemplo classico seria o cenario Al-Qadim que nunca foi traduzido para o portugues e nem deu as caras sobre noticias por aqui no Brasil. É da velha guarda o Rpg da epoca de AD&D . Os livros não são encontrados logo nessa parte concordo com a pirataria.
Como disse até pouco tempo atrás era possível comprar Al Quadim em PDF. Aí a WotC deu chilique e parou.
Tenho aqui no HD m Blood Trachery comprado no Drive Thru, mas prefiro ler a tradução da Nação Garou.
Tenho Kult em Espanhol e Inglês pirateados. Primeira edição fora de catálogo. Melhor que procurar usado no ebay num negócio não muito confiável e internacional.
Acho que a pirataria tem seu lugar. É a região sombria chamada Abandoneware em inglês. Um produto não comercializado há mais de X anos.
independente disso, acho necessário rediscutir a política de direitos autorais.
Por: cochise em 16 16UTC agosto 16UTC 2009
às 3:05
Betão, artigo sensacional.
O que mais me espanta é justamente um dos pontos que você aborda: que quem pirateia isso é justamente quem tem condições.
Entrando no mercado nacional, não é difícil imaginar alguém pirateando material de editora X ou Y, simplesmente para “sacanear” os caras, achando que com isso eles vão diminuir as vendas e talvez até “fechar” a editora/revista.
Ou seja, é um pensamento muito pobre de espírito…
Por: Tek em 16 16UTC agosto 16UTC 2009
às 20:36
Bom, devo confessar que já pirateei jogos da net, numa das situações citadas. Acontece que alguns jogos sairam de linha e se tornaram tão underground, que vc teria que viajar o mundo pra achar uma cópia impressa. Quanto à entrar em contato com o autor, creio que nem sempre seja tão fácil.
Gostaria de dizer também que concordo com essa idéia da versão econômica de livros, Sou fã de GURPS e tenho todos os livros da 3rd edição lançados em português e alguns importados tb, simplesmente porque, sendo um livro sem firulas gráficas, eram baratos mesmo pagando os direitos dos gringos.
Por: Gunga em 17 17UTC agosto 17UTC 2009
às 4:38
Muito bem falado Valberto. Tenho ainda algums livros em xerox do tempo em que era quase impossível conseguir aqui no Brasil os suplementos de RPG. Mas desde que cresci e deixei de ser piá tenho feito questão de comprar os livros ou de uma loja local (difícil por que a Devir não importa mais suplementos de GURPS) ou da loja oficial da editora (www.warehouse23.com).
E esse ano comecei a comprar PDFs na RPGnow. Se antes minha reação a gastar dinheiro com um produto virtual, “que não existe de verdade”, era de desperdício, agora acredito que estou fazendo sim uum bom investimento. PDFs tem várias vantagens (e desvantagens também) sobre livros de papel e valem sim o preço que se paga por eles.
Agora também concordo com o Cochise na questão de “abandonware”, sou desenvolvedor de software e defendo a distribuição de abandonware, ou seja sistemas abandonados por seus desenvolvedores. Não é tão bom quanto sistemas abertos, como softwares livres ou RPGs com licensa aberta, mas é a única solução em alguns casos.
Claro que RPGs são supérfluos, mas delegar ao limbo um sistema ou cenário só por que seu criador não se interessa mais em vende-lo me parece desperdício.
Por: hackbarth em 17 17UTC agosto 17UTC 2009
às 13:00
Valberto, meu rapaz, excelente matéria, excelentes argumentos, perfeita colocação de pontos e simetria textual. Concordo e discordo em muita coisa do que vc disse acima.
Só coloco uma coisa: plágio dificilmente é tratado com a rigidez necessária. A França possui uma legislação anti-pirataria rígida, PRENDENDO MESMO o pirata por meses e até anos, dependendo do rombo financeiro q a pirataria causar. Se as mesmas leis se aplicassem no Brasil, EUA, China, Taiwan, e afins a pirataria iria cair. Claro que o mercado tb deve ajudar a manter esse status, diminuindo os preços dos produtos, sem a compensação que vc citou anteriormente para não fechar a empresa.
Uma prova de que pirataria não dá em nada: o livro SUPERS da editora Daemon tem o SUPER-HOMEM na capa. Tem a ficha de diversos super-heróis da Marvel dentro. Cita em infinitas situações nomes de heróis oficiais da Marvel e DC Comics. O anel do Lanterna Verde e a capa do Dr. Estranho estão no GUIA DE ITENS MÁGICOS da Editora Daemon. O sistema de magia é brutalmente copiado de Ars Magica. E eu duvido sinceramente que o Marcelo Del Debbio (autor da maioria dos livros da editora) pagou de seu bolso ou da editora os direitos autorais dos produtos supracitados. Digo até mais, sequer contataram a Marvel ou DC pedindo autorização pra faezr uso da imagem dos personagens. E mesmo assim está aí a editora ganhando dinheiro às custas da autoria de terceiros.
É o que acontece, todo mundo faz, porque eu não, né? É a mesma coisa de jogar lixo no chão.
Falow, Betão!
Por: nanorpg em 17 17UTC agosto 17UTC 2009
às 22:30
Pois é, como o Tek falou, tem muita gente que faz pirataria para sacanear outra editora. Basta ver o proprio exemplo que você deu, O Inimigo do Mundo, você encontra facilmente o arquivo para download nos 4shared da vida, mas veja qual é o logo que esta no livro!? Dou a dica, não é o da Jambô… isso, pra mim, foi tentativa de sabotar a Jambô!
Ótimo artigo!
Por: Filipi em 18 18UTC agosto 18UTC 2009
às 2:49
Hum… e se o rapaz com a camiseta do botafogo, chinelo havaiana dissesse “eu nunca iria comprar esses livros de RPG, nem em sonho, mas baixei o PDF e dei uma olhadinha mais ou menos nele. Também não jogo com ele pq não uso arquivos digitais nos jogos, prefiro o livro impresso. Faz diferença para editora alguém que nunca seria seu cliente ler um pedaço de seu livro e não comprar?”
Eu por exemplo nunca vou comprar o Exalted, mas dei uma olhada por cima pelo PDF.
Em contra partida tenho TODOS o livros em portugues do novo WoD, pq vi o PDF e me agradou.
Por: ivanprado em 19 19UTC agosto 19UTC 2009
às 15:54
Complementando: Eu deveria comprar algo no escuro, pra saber que é uma porcaria só depois de ter gasto 180 mangos em 3 livros básicos?
Por: ivanprado em 19 19UTC agosto 19UTC 2009
às 15:56
Se usa camiseta do Botafogo já tem alguma coisa errada com você, meu filho. Mude de time e a gente conversa. :)
Acho que esta pergunta já foi feita e respondida. Se você não jogará aquilo que baixou ou baixou apenas para “dar uma olhada” continua valendo a linha de pensamento do test drive.
Baixar os livros para ver se eles prestam. Se servirem eu compro. Eu é que não vou gastar 50 dólares num livro de RPG sem saber se vou gostar dele ou não. É tipo um test drive”.
Hoje em dia existem maneiras e maneiras de conhecer um produto sem ter que baixar uma versão pirata. Existem críticas e sites com resenhas que você pode recorrer. Aliás é uma coisa interessante: você vai ao cinema ou ao restaurante para ver um filme ou jantar. Se não gostar do filme, vai na bilheteria pedir o dinheiro de volta?
Por: valberto em 19 19UTC agosto 19UTC 2009
às 19:27
[...] Downloads de livros, conhecido popularmente como pirataria, qual seu ponto de vista sobre este importante assunto? Cara, eu escrevi um artigo enoooooooooorme sobre o assunto, que revela tudo o que eu penso a respeito disso. Vou postar o link aqui: Pirataria: causas, efeitos, moral, legislação e tuo mais que existe no meio – Versão revisa… [...]
Por: Quem somos nós? Entrevista com Valberto do Blog Lote do Betão « Adrenalina Rpg – No Mercy! em 19 19UTC outubro 19UTC 2009
às 5:14
[...] [...]
Por: Anônimo em 14 14UTC janeiro 14UTC 2010
às 18:43
A pirataria nao nos fas bemmmmmmm
Por: yanna em 9 09UTC novembro 09UTC 2010
às 8:57
muito bom e nao sei oque fala mais o jutin bieber legal nada a ve tatat
Por: NICOLE MENDES SCHUSTER em 22 22UTC fevereiro 22UTC 2011
às 23:48