Arquivo para Blogsfera

Longa Vida ao mais novo evento de rpg do Brasil

Posted in Artigo, Listas, Resenha com as tags , , on Junho 17, 2009 by valberto

Quando a Devir Livraria confirmou que não haveria Encontro Internacional de RPG (EIRPG) este ano, alguns grupos se uniram para fazer um grande encontro que ocupasse o vazio deixado pelo principal evento brasileiro de RPG. Assim, o D3System, a Caravana Surreal e o Grupo Céos se uniram para fazer este novo evento. Depois de uma discussão sobre o nome do danado – RPG Surreal graças ao bom Deus não entrou – nasceu assim a RPGCON (embora eu ainda ache d3CON mais legal).

O evento já procura mostrar que, mais do que apenas substituir o Encontro Internacional, ele busca ser um encontro melhor, mais organizado e com mais opções para os participantes. Ele irá acontecer em São Paulo, na mesma data que seria o Internacional, 4 e 5 de julho, no Colégio Notre Dame, que fica na Rua Alegrete, 168, no Bairro do Sumaré. Para aqeueles que não sabem, eu vou. Passagens compradas com antecedência rules!

Vocês podem conferir mais informações e detalhes sobre este novo evento em seu site oficial, no link abaixo:

http://rpgcon.com.br

E de tempos em tempos eu vou dando umas pinceladas por aqui.

Uma das coisas mais legais até agora é a Feira do RPG independente, que embora não tenha me animado a participar, levantou poeira das gavetas e dos HDs em todo Brasil. Segue o link:

http://rpgcon.com.br/?p=182

Iniciativa Do Betão – porque eu cansei de esperar a Iniciativa M&M

Posted in Artigo, Sistemas, pensamentos com as tags , , , , , on Junho 6, 2009 by valberto

iniciativa M&MExistem poucos lugares no Brasil onde se pode discutir sobre Mutantes e Malfeitores. Um desses lugares é, por tradição, o fórum da livraria e editora Jambô, uma vez que é ela quem publica o material no Brasil. Longe de ser um fórum super movimentado, é um lugar para pescar algumas boas idéias e quem sabe, com alguma sorte, sanar alguma dúvida sobre o sistema.

No dia 17 de abril, um dos membros do fórum, o Kabal sugeriu a criação de uma Iniciativa M&M, nos moldes da Iniciativa D&D4E, onde alguns blogs de RPG se uniram em uma empreitada para criar material inédito para a nova versão do D&D a fim de popularizar o sistema. A idéia por si só é muito boa e o próprio Kabal se ofereceu para coordenar o projeto.

O problema é que hoje, quase três meses depois, o projeto continua apenas isso: um projeto que não foi posto em prática. O Kabal já pegou alguns e-mails dos interessados, foi pensado até mesmo uma pauta, mas nada foi feito. Resultado? Cansei de esperar.

Se você per que uma coisa seja feita, comece a fazer e é isso que estou fazendo com este post. Estou dando inicio à Iniciativa Mutantes e Malfeitores Brasil. Como vai funcionar? É simples. Escreva alguma coisa sobre o assunto e se você quiser, coloque um link para outras matérias ou materiais de outros sites sobre a Iniciativa. Tema semanal? Editor? Selo Oficial? Nada disso. Escreva e mande bala. Mostre que M&M é um sistema que vale a pena investir.

Como post inaugural eu mando 3 bandidinhos prontos para serem surrados. O soldado nazista, o Criminoso Comum e o Terrorista. Prontos e razoavelmente balanceados para serem usados imediatamente na sua campanha de M&M.

Iniciativa M&M: Por que quem só espera NUNCA alcança.

Soldado Nazista

NP 3

For 13 Des 12 Con 14 Int 10 Sab 10 Car 10

Perícias: Escalar 3 (+4), Intimidar 2 (+2), Conhecimento (tática) 2 (+2), Notar 2 (+2), Profissão (soldado) 5 (+5), Furtividade 3 (+4), Sobrevivência 3 (+3), Condução 1 (+5), Idioma: Inglês.

Feitos: Foco em Perícia (Condução), Equipamento 6

Equipamento: Uniforme do Exército, Faca, Elmo de Aço (Resistência +1), Arma de Serviço (Metralhadora ou Rifle), Granada de Mão e mais 2 pontos de equipamento à escolha do mestre do jogo.

Combate: Ataque +5, Agarrar +6, Dano +6 (Rifle), Dano +5 (Metralhadora), Dano +5 (Granada), Dano +2 (Faca), Dano +1 (Desarmado), Defesa +5, Iniciativa +1

Jogadas de Salvamento: Resistência +3 (+2 sem o elmo), Fortitude +3, Reflexos +1, Vontade +1

Soldado nazista típico. Bucha de canhão. Pode ser facilmente convertido em algum tipo de capanga. Ideal para campanhas no estilo 2ª guerra mundial, ou para aventuras que envolvam a Era Dourada dos quadrinhos. Para Soldados específicos (marinha, aeronáutica, afrikan corps) basta mudar algumas perícias:

Marinha: Sai Furtividade e entra Natação.

Aeronáutica: Sai Furtividade e Entra Pilotar: Aviões de Caça.

Afrikan Corps: Sobrevivência vai para +5.

Criminoso Comum

NP 1

For 11 Des 14 Con 10 Int 13 Sab 10 Car 12

Perícias: Acrobacia 4 (+6), Computador 2 (+3), Ofícios (Química) 4 (+5), Operar Mecanismo 8 (+9), Condução 4 (+6), Conhecimento (atualidades) 2 (+3), Conhecimento (manha) 4 (+5), Furtividade 6 (+8), Procurar 2 (+3), Prestidigitação 4 (+6)

Feitos: Equipamento 2

Equipamento: Pistola (Dano +3), Soco Inglês (Dano +1)

Combate: Ataque +1, Dano +0 (Desarmado), Dano +1 (Soco inglês), Defesa +2, Iniciativa +2

Jogadas de Salvamento: Resistência +1, Fortitude +0, Reflexos +3, Vontade +0

Batedor de carteiras, ladrão de carros, descuidista, membro de gang, soldado de facção criminosa (neste caso, aumente os pontos de equipamento para 6 para simbolizar o armamento pesado dos bandidos do crime organizado) e todo o tipo de malfeitor comum.

Terrorista

NP 3

For 12 Des 13 Con 14 Int 11 Sab 10 Car 11

Perícias: Escalar 3 (+4), Intimidar 2 (+2), Conhecimento (tática) 2 (+2), Notar 2 (+2), Operar Mecanismo 5 (+5), Furtividade 3 (+4), Demolição 3 (+3), Condução 2 (+4).

Feitos: Foco em Perícia (Condução), Equipamento 6

Equipamento: Telefone Celular, Faca, Explosivos, Arma de Fogo (Submetralhadora ou Rifle de Assalto), Granada de Mão.

Combate: Ataque +5, Agarrar +6, Dano +6 (Rifle de Assalto), Dano +5 (Submetralhadora), Dano +5 (Granada), Dano +2 (Faca), Dano +1 (Desarmado), Defesa +5, Iniciativa +1

Jogadas de Salvamento: Resistência +2, Fortitude +1, Reflexos +1, Vontade +4

Terrorista padrão, pode ser membro da Alcaida, do IRA, ou mesmo aqueles extremistas brasileiros que querem uma bomba atômica. São perigosos porque estão dispostos a morrer pelo que acreditam.

Do micro para o macro: a minha visão sobre o pensamento da Blogsfera.

Posted in Artigo, Sem sistema, pensamentos com as tags , , , on Março 12, 2009 by valberto

Eu li em algum lugar um post sobre o crescimento da blogsfera brasileira que dizia mais ou menos assim: “O cara vê um blog novo e ao invés de juntar forças com o que já existe, ele resolve montar o seu…” Antes de qualquer coisa, peço desculpas ao autor desta frase – ou de algo parecido com isso – por não poder citar adequadamente a fonte, mas não consegui marcar o local onde li isso. Mas o importante é que eu li e depois de um tempo esse fragmento de texto começou a martelar na minha cabeça.

Eu fico pensando… o que tem de errado em montar o seu próprio blog? O que me consta, o principal motivo deste blog existir é que a sua primeira encarnação nasceu como uma resposta de ojeriza á política dos grandes portais – especialmente ao portal cujo nome não pode ser dito. Ora, um portal é um grande agregador de artistas e escritores que escrevem sob uma bandeira. De repente não é o Fulano, e sim o Fulano do Blog XPTO. E como já dizia o meu amigo Fred, esse papo de sustentar os outros com o meu trabalho só serve para turbina de avião.

Claro que com o crescimento da blogsfera alguns ganham e outros perdem. Com mais gente postando o número de informações diárias aumenta muito e pode ser que aquele leitor que aparecia atrás de você todos os dias acabe te trocando por outro que atualiza com mais freqüência. Mas de boa, e daí? Se ele levar embora todos os trolls e spammers que vira e mexe eu tenho de deletar/moderar/excluir vou estar muito bem.

Eu sempre acreditei que os movimentos verdadeiros nascem do micro para o macro. Assim sendo eu prefiro que tenhamos 50 blogs que movimentam, cada um, 300 visitas por mês do que um único site que, sob sua bandeira, movimente 35 mil visitas por mês. Antes eu tivesse 20 eventos de RPG por ano, cada um com seus 50-100 jogadores do que ter apenas um, mas que movimenta 15 mil pessoas num fim de semana. Vai ver o que faltava era algum veículo que permitisse esse tipo de veiculação. Se você pensar cada blog individual como um fanzine e cada blog coletivo (com equipe) como uma revista, estamos nos afogando nelas. Mas neste caso, afogar é MUITO bom, por que expõe dezenas de visões de mundo blog, mesmo que por pouco tempo.

E se você ler isso aqui em algum lugar e tiver vontade de escrever algo para você, vá em frente. Escreva mesmo, coloque sua cara lá para todo mundo ver. Você atrairá um idiota, com certeza. Mas também te ajudará a fazer amigos. Que tal?

Matando vacas sagradas (ou Star Wars ainda tem algo a oferecer)

Posted in Artigo, Cenários, Resenha, Sem sistema, pensamentos com as tags , , , , , on Janeiro 23, 2009 by valberto

Matando vacas sagradas

Quando eu finalmente pus as mãos no último jogo do strar wars, o force unleashed não consegui entender o porquê de tantas críticas devastadoras sobre o jogo. Em se tratando de ação o jogo finalmente traduziu para os consoles o que é jogar com um lorde sith – ou quase isso, no auge do seu poder. Se parece muito com o estilo Deus da Guerra de jogar, mas, sem o sangue. Impossível não se divertir jogando os caras para fora das plataformas, tacando relâmpagos nos inimigos ou mesmo dano aquele “choke” que é a marca registrada de um certo super-vilão.

Mas o que eu mais gostei no jogo foi o seu roteiro. Um jedi super poderoso, filho de um jedizinho menor é resgatado por Vader ainda nos primeiros anos do grande expurgo no final das guerras clônicas. Vader resgata esse garoto e começa a treiná-lo para dar cabo do imperador. O que parece ser um furo na história acaba se tornando uma incrível fonte de histórias. O imperador descobre do aprendiz e obriga Vader a matá-lo. Essa é uma das cenas mais sacanas do jogo do ps2. Você sente realmente o peso do Lado negro da Força.

Eis que a história é resolvida de forma fantástica: para despistar dos espiões do imperador Vader ressuscita o aprendiz secretamente e o manda criar uma distração para o império. Eis que surge a grande rebelião. É… aquela que detonou com a estrela da morte. Dessa forma, mesmo sem querer, esta mídia acaba colocando Vader um degrau mais a cima do que eu sempre imaginei dele. As mortes que ele promovia são apenas outra forma de distração. Afinal quem vai ficar falando muito sobre o Lorde dos Sith, correndo o risco de tomar na lada logo de saída?

Outro ponto alto do jogo, até agora, são os coadjuvantes: a piloto Juno Eclipse e o droid Proxy. Ambos dão uma nova cor à história.

O que este jogo tem de tão especial para mim que causa tanto desagrado nos outros é o fato dele mexer com a cronologia sagrada de Star Wars. Como é que nunca ouvimos falar destes caras antes? Como é possível um cara mais poderoso que Luke e Anakin? Peraí, Anakin não era o predestinado a trazer o equilíbrio para a força?

De qualquer forma eu pretendo mestrar uma aventura neste sábado sobre este pedaço do universo expandido de star wars. Vamos ver o que é que dá. A aventura vai seguir o mesmo roteiro do jogo: Os jogadores serão crianças que foram seqüestradas por Anakin na queda do Templo Jedi de Cursucant e treinados por ele, secretamente, naquela vilazinha em Naboo onde ele teve um caso com Padmé. O jogo começa quando os jogadores recebem uma mensagem de Vader para encontrá-lo em Rodmus Prime. O que os jogadores vão precisar é usar seus poderes da força para sair do planeta e chegar a Rodmus Prime. E como vão fazer isso, passando por Stormtroopers, a recém formada aliança rebelde e um grupo de mercenários contratado é o que vai ser a aventura.

A nossa blogsfera é melhor que qualquer revista deles.

Posted in Artigo, Contos, Sem sistema, pensamentos com as tags on Dezembro 8, 2008 by valberto

Eu me ressenti muito com o fim da Dragão Brasil. Não apenas pela maneira covarde como a editora deu fim a publicação, sem ao menos uma carta de despedida, como também pela maneira desleal como alguns conhecidos meus, a citar o Sílvio C. Marins, foram (des)tratados no processo.

Mas nada disso era tão ruim quanto não ter uma revista física que lidasse com o assunto. Aquilo incomodava um bocado. Era a tal da sensação de perda. É ir à banca de revistas e procurar alguma revista de RPG que preste e se deparar com nada minimamente aceitável. Sem a revista tentei me interessar por outros processos como a “Vulto Salvador”, a “Nível Épico” e “Távola”… bons processos, mas nenhum que realmente empolgasse.

Foi então que eu me dei conta que eu já tinha acesso a melhor revista de RPG que poderia haver: a internet. O primeiro lugar em que busquei um substituto para a revista foi nos grandes portais da internet. Como as revistas eles eram direcionados e serviam aos propósitos de um editor. Mas os portais não me agradam pelo seu formato “pseudo-ético”, querendo dizer como você deve pesnar. Sempre que eu entrava em algum deles ouvia a frase de cães de aluguel ecoar na minha cabeça: “it’s my way or the highway”. Decepcionado com os portais, fui tentar outras praias. Com ferramentas como o Google e o Altavista eu poderia simplesmente surfar pela net em busca de novos materiais. Foi assim com quase tudo que eu joguei de uns dois anos para cá. Mas mesmo com a internet algo estava faltando. Foi que de uns dois meses para cá eu percebi o potencial maravilhoso dos blogs.

A blogsfera brasileira é riquíssima de sites de RPG. Dos mais diversos assuntos, das mais diversas temáticas, dos mais obscuros sistemas. Revelam, inclusive, uma quantidade absurda de gente talentosa que escreve por prazer, sem ter de “prestar obediência” a um editor ou dono de portal. E os blogs vêm crescendo como uma voz independente e múltipla, que ajuda muito ao RPG. Quer notícias? Tem blog só ara isso. Aventuras? Memes? Personagens? Loucura aleatória? Está tudo lá, ao alcance dos seus dedos. Com um passeio em dez blogs brasileiros eu poderia editar uma revista dezenas de vezes melhor que uma DB ou qualquer outra revista jamais foi.

Hoje os agregadores de blogs fazem o papel das revistas. Listas são as seções de cartas. O mundo vai evoluindo e o RPG tradicional vai encontrando o seu rumo, seu espaço, seja com projetos muito legais como o d3 system, o pop dices, o vorpal, o site do Salomão, o site do nitro, o área cinza, como com outras iniciativas como aquela site de jogar on line que eu vivo me esquecendo nome mas se parece com talukko ou coisa assim.

Enquanto a wizards vai se afundando, a gente vai boiando…

Precisamos de portais de RPG?

Posted in Artigo, Listas, Resenha, Sem sistema, pensamentos com as tags on Novembro 13, 2008 by valberto

Precisamos de portais de RPG?

Para responder esta pergunta cabe fazer alguns esclarecimentos e reflexões sobre o tema. Levanto este ponto juntamente com o Marlon (do Inominatus) e com o RM (d’o Observatório RPG): que houve foi a pulverização do conteúdo relevante sobre RPG em diversos blogs que surgiram sobre o tema nos últimos anos.

Nos anos anteriores a Internet ainda não era “friendly use”. Montar um site era complicado e demandava uma série de conhecimentos – quando não precisava de uma grana para dar o quickstart. Desta forma, os portais surgiram como aglutinadores de autores e de conhecimentos. Os primeiros portais que me recordo dentro do RPG brazuca foram a rederpg e a primeira e finava versão do site da spell brasil. A centralização em torno de portais foi meio que natural.

Mas com o tempo isso mudou. A Internet se pos numa postura mais popular e hoje os blogs assumiram o lugar dos portais. Como isso aconteceu ainda é um pouco nebuloso para mim num escopo geral, mas foi um cisma com o dono da rederpg que fez com eu tirasse todo o meu conteúdo do seu portal e abrisse a primeira encarnação do Lote do Betão – ainda no multiply. Essa guinada gera uma nova lava de informação; informação livre e de qualidade. Você é editor da própria informação que consome quando escolhe que blogs (canais) que vai acompanhar para trocar informação sobre RPG. Dessa forma, não precisamos de alguém decidindo o que é bom ou não sobre RPG. Não precisamos ver o nosso trabalho dando fama – em certos casos – rendendo até dividendos para outros. A época de ficar de “janela” já passou, graças a deus.

Agregadores como a Lista Lúdica, o RPG.blogs e o RPGBrasil estão aí para ajudar os leitores a chegar na informação para que eles julguem sua relevância ou não. RSS e ferramentas de leitura de RSS estão aí para que o leitor possa construir seu próprio portal de informações com suas fontes de confiança. Hoje não basta apenas confiar na memória – uma boa lista de favoritos ajuda pacas.

Os portais que funcionam como reindexadores de conteúdo (que é uma tendência recente e bem-vinda de reinvenção do modelo de negócios dos portais) precisam mais do público (que produz E consome a informação, tornando o portal uma membrana de conteúdo) do que o público precisa deles.

Isso não é novidade nenhuma. Essa revolução do “eu mídia” já está aí há um bom tempo e os portais como um todo estão tendo que se reinventar pois são modelos de informação ultrapassados. A internet 2.0 trouxe para a rede a tão sonhada contribição popular onde todo mundo lê, opina e comenta – quando quer, quando quer e da forma que quer. Hoje não existe mais espaço para “tiranos-autoritários-fazem-tudo-sozinhos-donos-da-bola”. Quem não aprender a delegar, descentralizar e a cativar sua comunidade, dança.

Ter essa noção de não-dependência incentiva ações de fidelização da comunidade faz com que a concorrência entre os serviços realmente beneficie os usuários. Ela também incentiva a formação de novos blogs. Se você tem algo a dizer não precisa esperar uma lista ou um site começar o assunto: inicie você o assunto com um podcast, um blog, um fotolog, seja lá o que for. Se você tem alguma coisa a dizer, a internet está disposta a publicar e alguém – com certeza – está disposta a comentar. Colocar um portal com foco num nicho, com um pacote de ferramentas de fomento de comunidade e troca de conteúdo, ou mesmo como um balde de idéias e pensamentos que você enche de vez em quando é muito más fácil e barato do que era há 10 anos atrás quando o modelo de portal clássico “eu-sei-tudo-você-não-precisa-de-mais-nada” surgiu.

Essa é a grande virada da internet 2.0. Ela não significa que os portais acabam, mas que eles têm que repensar drasticamente seu papel em relação aos usuários e a informação. Hoje se você bancar o dono da bola (ou do portal, ou do site, ou da lista, ou do…) tudo o que você vai conseguir é ficar sozinho.

Esse artigo foi feito em cima do texto do R/M que pediu como condição de uso que eu usasse palavras como gênio, inigualável, inefável ou hipermeável ao se referir a ele. Pedido atendido, colega, pelo menos na tela do wordpress.

Quem faz um site são seus visitantes

Posted in Artigo, Listas, Sem sistema, pensamentos com as tags on Novembro 11, 2008 by valberto

Quem faz um site são seus visitantes.

Foi-se o tempo em que sites eram feitos e mantidos apenas por seus idealizadores. A internet 2.0 varreu a passividade do leitor para debaixo do tapete e criou um novo tipo de “hot-site”: aquele que é aquecido não apenas com visitas, mas também com contribuições dos seus leitores. Hoje, muito mais que uma equipe de alto nível e material interessante, um site precisa ter empatia para saber lidar com seu público, seus anseios e especialmente seus comentários.

Esse deve ser o motivo da agonia dos grandes portais. Eles perdem espaço para locais como fóruns e listas de discussão mais abertas e menos fechadas em regras. Sendo assim as pessoas que antes aglutinavam seus trabalhos em apenas dois ou três portais, hoje não dão mais bola para pertencer a este ou aquele grupo. Com a internet 2;0 a pessoa pode montar com facilidade e praticamente sem qualquer gasto um site ou blog para escrever e publicar suas idéias.

E olha que publicar idéias é o que mais ocorre por aí… uma prova disso é que mesmo com a “crise” que “assola” o rpg brasileiro o número de blogs não pára de crescer. Quando eu comecei a escrever no multiply não existiam sequer dez páginas no estilo. Hoje existem centenas e todos com muita qualidade. Citar é covardia porque fatalmente vou esquecer alguém especial e pior, mesmo que não esqueça, entupiria dezenas de linhas com links que não refletiriam a grandeza do momento em que estamos vivendo.

Grandes portais e listas tradicionais ressentem-se hoje pela falta de movimento. Alguns culpam a crise – como já citamos – e outros afirmam que é um simples movimento do mercado. Esses motivos estão longe da verdade. O público foi quem se afastou – ou foi afastado – desses locais. O motivo? Não sei. Acredito que cada caso é um caso. De minha experiência pessoal vi que dois mega-portais perderam sua influência, um deles por ter regras estritas demais e muito centradas em seu dono – personalista ao extremo e pouco aberta para a fala contrária a ideologia dominante. Outra por ser um “parque dos trolls”. Mas enfim, tudo tem que chegar a um fim, não é mesmo? E mesmo com a lição viva que estes dois locais apresentam ainda existem novos sites que rumam para o mesmo destino (sim, fórum da Jambô, estou olhando para você!)

Desta forma não fica difícil entender o sucesso de sites como o área cinza (olhe minha barra lateral) e sua respectiva lista de discussão. O fluxo de mensagens parece ser uma cascata diária que não dá muitas tréguas (ficar dois dias sem ler as mensagens é pedir para ler de 200 a 400 mensagens de uma só baixada!).

Por isso, cuide bem do site que você gosta.