5 dicas para Aventuras num mundo sobrenatural

O mundo moderno com pitadas de sobrenatural é um assunto que sempre me interessou. Justamente porque ele reúne elementos que fazem com que ele seja tão crível e divertido quando um bom jogo de fantasia medieval. Ou seja, você pode ir da espionagem com elementos fantásticos (gadgets) até mesmo o fim do mundo por criaturas ancestrais e super poderosas (não falo de Dragon Ball e sim de Chutullu). Pensando bem uma boa aventura deste gênero se comporta e tem elementos muito semelhantes aos da consagradas séries de TV modernas como “Sobrenatural” ou jogos de “sobrevivência ao horror” como Resident Evil e Dino Crisis, sem perder de vista a ação e a boa diversão.

O que você vai precisar:

Um RPG que possua suporte para rolar jogos modernos. Sugestões do chef: d20 moderno, ação!!!, caçadores caçados, trevas.

Fichas (muitas fichas) para personagens, npcs, mapas e mais qualquer outra coisa que entre na categoria “etc”.

Dados.

1° passo: regras para o horror.

O primeiro passo consiste em decidir que tipo de regras governam o seu mundo e como estas regras diferem da realidade. Estas “regras” vão ser a base mecânica onde você vai montar suas histórias. Perguntas como: que tipo de criaturas sobrenaturais existem? Balas de prata afetam apenas lobisomens ou também agem sobre vampiros? Vampiros só podem entrar em sua casa se forem convidados? Fantasmas não podem atravessar água corrente? Existe alguma religião com poder de verdade sobre as criaturas sobrenaturais do cenário? Não se esqueça de manter o equilíbrio aqui.

2° passo: eleja um mega-vilão.

Um mega-vilão ajuda a determinar a base da história que você quer contar com os jogadores. Também ajuda a determinar quem estava por trás das cortinas o tempo todo, manipulado o mundo do seu cantinho sombrio. Os exemplos são vários: um lorde vampiro que quer conquistar a cidade, um bando de cultistas que quer libertar uma criatura demoníaca, ou mesmo uma corporação amoral que transforma pessoas em monstros apenas para televisionar suas lutas.

Não esqueçam que uma opção não invalida as outras. Pode ser que sua cidade seja uma verdadeira zona de guerra sobrenatural com vampiros, lobisomens, cientistas loucos, cultistas e demônios lutando pelo poder do submundo. Seja como for tenha em mente que o que não foi escolhido como mega-vilão pode vir a ser um inesperado monstro da semana.

Ah sim, e tão importante quanto o monstro da semana, temos também seus ajudantes. Ora, o que seria daquele terrível demônio chinês sem aqueles estranhos ninjas sem roto para protegê-lo?

3° passo: não conheci o outro mundo por querer.

Determine como os personagens tomaram conhecimento com o mundo do sobrenatural e porque eles são mais capazes do que pessoas comuns para lidar com essas forças sobrenaturais? Eles podem ser os “escolhidos” de uma antiga profecia, descendentes de experimentos que deveriam ter criado (ou criaram) supersoldados, pesquisadores do oculto, ou simplesmente gente que estava no lugar errado, na hora errada e que não esta a fim de morrer tão cedo.

4° passo: escolha como interagir com a parte natural do mundo.

O seu mundo de jogo deve funcionar da mesma forma que o mundo moderno, mas com algumas alterações sobrenaturais. As contas ainda devem ser pagas, os estudos ainda devem ser mantidos em dia, o dia das mães ainda exige um telefonema, mesmo que você passe as noites em claro caçando vampiros ou todo o tempo livre enfiado em antigos e empoeirados livros sobre culturas a muito desaparecidas. Não esqueça que mesmo heróis precisam de uma fonte de renda. O que vai ser? Herança? Um patrono? Ladrões e golpistas com cartões de crédito e identidades falsas?

5° passo: como nos quadrinhos.

Deixe que a história se desenrole da mesma forma que ela faz nos filmes e jogos. Faça com que pessoas estranhas apareçam nos momentos mais improváveis para salvar o dia (e apenas apresente-as bem depois). Garanta que enigmas não serão resolvidos até que pistas sejam encontradas e quebra-cabeças sejam completados. Coloque sempre um final com gostinho de “quero mais” a cada seção, deixando sempre um espaço para uma continuação ou um estranho retorno.

 

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Alexandre Nordestinus
    jan 01, 2009 @ 18:37:51

    Dicas simples e práticas, porém completíssimas. Vou utilizar isso, mas com uma aventura medieval que estou preparando [com suas devidas adpatações, é claro!]. Vai ser para Gurps, no cenário de Reinos de Ferro. Alguma dica a implementar?

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