Repensando as raças básicas I – Humanos.

 

 

Por Tankah, pelo Rei, e pela Moral!” – grito de guerra comum entre os paladinos humanos.

Humanos (Haravitas)

 

Os humanos chamam a si mesmos de Haravitas. Esse nome vem da raiz ‘a-vár’, que significa “filhos de Tankah”. Esse nome denota os filhos favoritos de um deus único que, em tese, supera em poder e influência todos os outros deuses.

Os Humanos tiveram uma história de migração, lutas, e fugas antes de chegar a costa oeste das terras que antes pertenciam aos Kezans. A sua cultura talvez seja seu maior tesouro e sua maior maldição.

Muito antigamente a civilização humana era formada por dezenas de povos e etnias que habitavam as terras do extremo leste, um continente que dizem, foi tragado pelo mar. Os haravitas eram um grupo formado por pastores nômades viviam nas cidades do antigo continente. O que distinguia este povo dos outros humanos que habitavam o continente era a sua religião.

Podemos dividir a história dos Humanos em 3 etapas: o tempo das viagens, o governo dos lordes e o governo dos reis.

No começo, cerca de 2000 anos atrás os Haravitas eram dirigidos por chefes tribais, uma espécie de líderes políticos, que eram encarados como o “pai” da comunidade.

O primeiro grande líder, ou patriarca Hara-var foi Barank, segundo o Tomo Antigo. Barank era um pastor que assumiu o posto de líder sob os desígnios de seu deus.

Barank teve um sonho premonitório segundo o qual o continente afundaria, vítima da Ira de Tankah. Os pecados daquele tempo eram muito grandes e o continente não suportaria mais o peso. A peregrinação em busca de uma saída começou e os Haravitas se organizaram junto a costa, contruindo grandes navios – chamados por eles de Arcas. O objetivo deles era chagar ao que Barank chamava de “Terra Prometida” confiando na promessa de seu Deus Tankah de levá-los a uma terra que brota ‘leite e mel’.

Foi o neto de Barank que conclui a formação das doze arcas que levariam os homens à terra prometida. Quando eles começaram a singrar em direção ao oeste o cataclisma começou sobre o velho continente, que afundou logo depois. Os humanos, no entanto, não vieram sozinhos. Trouxeram com eles uma raça de criaturas que eles consideravam inferiores: goblins – uma subraça que era tida como animal de carga e estimação, que ficava com os trabalhos que humano nenhum realizaria.

Quando aportaram na Terra Prometida iniciou-se o que foi chamado de Era do Lordes. Cada Arca fundou uma nação humana que devia obediência ao Lorde Supremo, no caso Jaffet, o neto de Barank. Se antes quem julgava os Humanos era o “pai” da tribo, agora havia líderes militares, indicados das doze tribos que julgavam tudo. Esse período se estendeu por uns 300 anos, entre a chegada até a consolidação das doze nações e a expulsão e caça dos Kezans.

A terceira era e a mais atual surge quando um Lorde Humano chamado Darik iniciou uma poderosa ofensiva contra os kezans. Apesar de acuados os Kezans ainda representavam muita ameaça aos Humanos, visto que lutavam pelo completo controle do território que antes lhes pertencia. Isso fez com que os Humanos instituíssem a monarquia, para poder assim centralizar o poder e ter mais força para enfrentar os adversários.

O primeiro rei Hara-var foi: Darik, da tribo de Foice e do Escudo. Ele, porém, não teve sucesso em enfrentar os inimigos e, em batalha ao ver que não conseguiria derrotar seus adversários se suicidou.

Já seu sucessor, Jian, conseguiu mostrar eficiência nos combates militares. Venceu os inimigos, tornou a nação Hara-var forte e estabilizada. Tinham um exército brilhante e Barank se tornou a capital. Jian conseguiu o grande feito de expandir os domínios do reino.

Além das conquistas militares ele ficou conhecido na história pela imensa fortuna e sabedoria que adquiriu. Tornou-se rei muito jovem e a sua primeira esposa foi a filha de um governante elfo. Ampliou a participação no comércio, construiu várias obras públicas, como o famoso templo de Barank, dedicado a Tankah.

Mas tudo tinha um preço. Os altos impostos e os camponeses trabalhavam muito nas construções. Isso gerou descontentamento geral que piorou com a morte do rei. O resultado foi que o seu filho acabou re-dividindo o reino em 12 províncias.

Estas províncias deveriam, em tese, ser leais ao Rei supremo. Mas o fato é que cada uma delas lutava pelo poder real. Era comum que estivessem em guerra umas com as outras. Essa disposição fez com que a cultura bélica fosse altamente ampliada, ancorada na figura forte da Igreja.

A maioria eram camponeses, pastores e escravos. Pagavam altos impostos ou então serviam em vários trabalhos como o serviço militar. Acima dessa classe tem os burocratas e comerciantes. No topo estavam os grandes fazendeiros, sacerdotes, funcionários públicos e a família real.

Aos homens cabe o duro trabalho na lavoura e na pecuária. Homens começam o trabalho no campo por volta dos sete anos. A jornada normalmente começa com o nascer do sol e um café da manha regado a leite, pão preto, carnes frias, legumes frescos e mingau. Isso em épocas de fartura. Não é incomum que se saia para a lida com pouco mais de um prato de mingau de aveia como companhia. O trabalho segue sem interrupções até a hora do almoço, onde há uma pausa de pouco mais de uma hora e segue até o crepúsculo, sem novas interrupções. O trabalho no campo é duro justamente porque não existe tecnologia avançada – a magia fica restrita a uns poucos sacerdotes e estudiosos. É preciso de muita terra e de muita gente para trabalhar a terra para lavrar um pouco de comida. A tecnologia agrícola está restrita ao arado puxado por animais e ferramentas com pouco ou nenhum ferro. Não existem insumos agrícolas e nem técnicas avançadas de estocagem. Em épocas de guerra eles podem ser convocados para o exército ou para as milícias, mesmo sem treinamento para isso.

A vida das mulheres não é menos dura: em épocas de plantio e colheita elas ajudam os homens em igualdade de condições, levando consigo verdadeiras cozinhas móveis a fim de preparar o almoço no campo de trabalho. A elas também cabe a manutenção da casa da fazenda e da lida com os animais tais como porcos e galinhas. A educação dos filhos e filhas e o cuidado com doentes e mais velhos também. Em épocas de guerra são convocadas para fazer o trabalho dos homens – integralmente. Um detalhe interessante é que muitas propriedades não possuem um celeiro: em épocas de inverno rigoroso, os animais da fazendo vivem dentro da casa da família.

Falando em casas ou habitações a casa típica do interior das nações humanas é um barracão de tamanho médio sem divisórias internas. Ou seja, o quarto de casal, o quarto dos filhos, a sala, a cozinha e a área de serviço são uma coisa só. Apenas pessoas mais abastadas podem se dar ao luxo de possuírem quartos ou salas. Se você precisar se aliviar terá de sair de casa até a “casinha”, isso quando existe a casinha – que é uma invenção razoavelmente moderna, copiada dos elfos. Pessoas mais ricas têm a facilidade dos penicos. O que é um verdadeiro risco nas cidades, já que lá quase todo mundo tem penicos: e seu conteúdo é esvaziado religiosamente pelas janelas das casas diretamente nas calçadas. Isso, quando há calçadas. O mais comum é que não haja qualquer tipo de higiene nas cidades humanas e quando há é apenas cosmética.

Dentes perfeitos são itens de luxo entre os mais velhos. A mortalidade infantil também é muito grande: seja pelas privações, pelas doenças ou por guerras. As famílias têm de serem grandes justamente por morrerem aos montes. A medicina humana é igualmente ímpia: resume-se muitas vezes a beberagens, chás e poções de efeito duvidoso. Amputações, cirurgias improvisadas e sangrias são comuns. A própria vida tem pouco valor.

Pouco valor tem também o trabalho realizado. Os impostos cobrados pelos governantes são de soma alta para esse tipo de gente. Um terço de tudo que é produzido é convertido na forma de impostos que são cobrados com a força da lei. Ainda existe o dízimo pago à Igreja e os dias de trabalho “cedidos gentilmente” em favor do dono da terra. Um trabalhador deste tipo, ganha em média 3 ou 5 peças de prata por semana. Pouco mais de duas moedas de ouro por mês. E mesmo assim em muitos rincões do interior, moedas são raras e as pessoas são pagas com alimentos, temperos ou peles.

A religião é a base da cultura. O monoteísmo – crença em um só deus – acabou fundando uma Igreja forte e intolerante. Tudo o que não for de deus deve ser proibido e execrado. Outras raças – mesmo os elfos – são vistos com desconfiança.

A mulher nesta sociedade tem pouco valor. Existem muitos santos mas poucas santas. A mulher deve manter-se casta até o dia do casamento, copular apenas para ter filhos, obedecer seu pai e marido sem questionar. Os casamentos são arranjados mediante a um dote que o pai da noiva para ao pai do noivo. O celibato – especialmente entre os religiosos e arcanos – é muito apreciado e levado em alta conta.

 

Personalidade

Ordeiros e ambiciosos…

Os humanos possuem uma moral e costume variados, mas que descendem da mesma pedra fundamental: a religião e a fé em um único deus. Sendo assim com a religião e a língua unindo todos os humanos os gostos, moral, costumes e hábitos não sejam muito variados. Possuem muito respeito pela historia – especialmente a história dos santos e dos heróis.

Descrição Física

Os humanos normalmente medem de 1,6 m até pouco mais de 1,8 m, pesando entre 60 e 80 quilos; os homens são notavelmente mais altos e pesados que as mulheres. Graças a sua atração pela migração e conquista e as suas curtas gerações, os humanos tem diversidade física maior que as outras raças, com tonalidades de peles que variam da quase preta até a muito pálida; seus cabelos vão do moreno ao louro (seja enrolado ou liso) e barba (para os homens) de esparsa a grossa.

Muitos humanos têm um pouco de sangue não-humano e podem demonstrar traços de linhagem élfica, ou outra, embora estes “meestiços” sejam na maioria dos casos mal vistos pela sociedade. Os humanos vestem-se segundo os ditames de sua religião: a nudez para eles é vergonhosa. Homens devem manter o sexo coberto. Mulheres devem ser mais reservadas e devem, obrigatoriamente, mater traços femininos. A Exceção é a o círculo das doznelas guerreiras: mulheres que abdicaram o sexo feminino e vivem em celibato. São tratadas como homens. Humanos possuem uma expectativa de vida curta, atingindo a idade adulta a partir dos 15 anos e raramente vivendo até um século.

Tendência

Questão de caráter…

Os humanos não seguem nenhuma tendência em particular, nem mesmo a neutralidade. Entre eles é possível se encontrar desde as melhores até as piores pessoas. Entretanto a ordem parece ser um divisor comum dentro da sociedade humana.

Relações

Preconceituosos

Os humanos não se misturam facilmente com qualquer outra raça que não a sua. São preconceituosos em relação aos costumes de outros povos – especialmente no tocante à religião, a figura da mulher e até em outro assuntos, como a arte e a música. Tudo na sociedade humana deve girar em torno de deus. O medo de cair em desgraça perante Tankah é muito grande e é usado pelos líderes da Igreja para manter o povo sob controle. Mesmo quando desempenham o papel de embaixadores, diplomatas, magistrados, mercadores e funcionários de todos os tipos os humanos ainda são vistos com desconfiança e m alguns lugares até com hostilidade.

 

Terras

Em rápida e constante expansão…

As terras humanas normalmente incluem números relativamente grandes de não humanos (se comparado, por exemplo, ao numero de não-anões que vivem nas terras dos anões). Esses povos vêm em busca da terra prometida dos humanos, numa ilusão de prosperidade e ordem. Encontram um lugar árido e sujo. Os humanos têm pouco caso com a natureza e os recursos naturais. Seus líderes preconizam que como a terra foi um presente de seu deus, podem usufruir dela como desejarem.

 

Modificadores Raciais

Tamanho Médio: Como criaturas Médias, humanos não têm nenhum bônus ou penalidades especiais devido ao se tamanho.

Deslocamento: O deslocamento base de um Humano é de 9 metros.

Habilidoso: O personagem humano começa o jogo com duas Habilidades Especiais de Classe ao invés de uma.

Adaptado: Humanos ganham 2 pontos de perícias extras no 1° nível e 1 ponto de perícia extra a cada nível adicional.

Idiomas Básicos: Comum. Idiomas Adicionais: Qualquer

Classe Favorecida: Qualquer. Para determinar se um humano multiclasse sofre uma penalidade nos pontos de experiência, sua classe de nível mais alto não conta.

 

 

 

Anúncios

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Heitor
    jan 03, 2009 @ 14:37:03

    Valberto, agora que caiu a ficha… estas novas roupagens de raças parecem pertencer a um mini-cenário próprio. alguma chance de publicá-lo posteriormente?

  2. valberto
    jan 03, 2009 @ 15:50:54

    Publicar que vc diz em forma de livro e tal?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: