E temos um vencedor!

No dia 06 de janeiro deste ano eu pedi que vocês sugerissem uma raça para que eu trabalhasse. Essa raça sugerida seria incorporada ao cenário do Good Old Game – o OGL d20 que estou escrevendo. Depois de analisar com cuidado todas as sugestões (algumas muito boas, por sinal) eu tinha ficado entre apenas duas. Dessas duas uma se sobressaiu na reta final, demonstrando possibilidades de jogo que eu considerei fantásticas. A raça escolhida foi marcada para ser a mais “misteriosa” dentro do cenário. Na verdade, esta raça escolhida será o único elo entre os Anciões e o mundo moderno. Os anciões é o nome genérico que todas as raças dão a um povo de muito poder, mas que esta extinto a milênios. É sobre as ruínas desta civilização, a muito perdida, que o mundo se formou.

E que raça é essa? (suspense)

And the winner is… (suspense) os falcoeiros!

O Matheus, que deu a idéia da raça, fez sua postagem no dia 19, às vésperas do fim do prazo final. A raça escolhida seguirá os traços gerais que ele postou, mas com algumas alterações significativas.

A descrição original era: “São “humanos” capazes de se transformarem em grandes falcões e, dizem alguns, em uma temível forma híbrida, semelhante às temíveis harpias. Dizem também que são descendentes de um tipo raro de licantropo. Tidos como selvagens incultos, quase nômades, pelos outros povos, são habitantes dos topos de uma cadeia de montanhas e valorizam acima de tudo sua liberdade. Alguns mais místicos dizem que eles têm uma afinidade natural com o deus dos céus, sendo seus escolhidos. Quanto à aparência são em geral, bastante semelhantes aos humanos de pele bronzeada (que alguns dizer ser quase vermelha), e de cabelos lisos e negros, geralmente usados em longos e em tranças, embora sejam comuns relatos de membros mais agressivos, guerreiros, com cabelos apenas em uma linha da cabeça raspada, além de muitas pinturas pelo corpo. Seus traços mais marcantes, porém, são penas saindo dos cotovelos, as unhas sempre negras e, principalmente, os olhos amarelos e agudos de uma ave de rapina”.

O primeiro esboço da raça é o que segue abaixo.

Tawantis – Os nômades do Ar

O farfalhar das asas era o único som que se ouvia do lado de fora do guarnecido forte de Vestrap. Lá dentro, em sua mais alta torre, Isaiah, o mago Haravita observava incansavelmente o espécime morto semi-dissecado na sua mesa. Era um espécime estranho, uma mescla de homens e pássaros. Uma abominação, com certeza. Garras negras nasciam onde deveria haver seus dedos e seu corpo fino e delgado era repleto de penas.Segundo seus guardas, esta criatura era um tipo de Harpia, mas igualmente maligna. O mago benzeu-se e pediu proteção a Tankhar antes de continuar coma dissecação quando ouviu o farfalhar de asas ás suas costas. Ele se virou e deu de cara com um enorme guerreiro. Ele mal teve chances de dizer nada e teve seu peito perfurado por uma espada. O homem limpou a espada e foi até a mesa. ‘Desculpe-me irmãozinho, não vim à tempo para salvá-lo’. No dia seguinte o mago foi encontrado morto. Sua morte foi atribuída algum demônio, pois o espécime que ele dissecava também sumiu. Nada mencionava no relatório o grande falcão que sobrevoou a fortaleza horas antes “.

Os Nômades do Ar são uma civilização pacífica, misteriosa e um tanto reclusa de homens com incríveis capacidades metamórficas. O Gao (objetivo) de um Tawanti é conseguir se livrar totalmente dos bens mundanos e alcançar um patamar espiritual mais avançado, e com isso evitar conflitos, tanto físicos quanto espirituais. Toda a vida, não importa qual ela seja, é sagrada, e portanto, deve ser respeitada. São raros aqueles que violam estas normas e mesmo aqueles que o fazem costumar carregar para sempre em seus corações a culpa e a mágoa de seus atos.

Os Nômades têm como território o cume das cadeias monatanhosas, onde se encontram suas cidades. Cidades talvez não seja o termo adequado. Eles vivem em construções erguidas sobre antigos templos. Os Tawanti não construíram estes templos. Eles os habitam de forma mais ou menos harmônica, tentando mater o templo como ele sempre foi. Os templos foram construídos por uma outra raça: os Anciões.

Eles não dispõem de um líder nem de um exército. Na sua cultura a experiência de vida forja o conselho que merece ser ouvido, mas não obrigatoriamente seguido. Desta forma, os mais velhos são os que mais se assemelham a um tipo de liderança devido a sua idade avançada e seus vastos conhecimentos.

A cor amarela e marrom predomina nas roupas dos Nômades do Ar. Suas roupas são leves, como robes, mantos e ponchos. Mas o mais incrível de sua cultura é a sua afinidade com aves. Muitos deles tem habilidades metamórficas, podendo se tranformar em Falções Gigantes. Uns poucos, com alma mais aguerrida podem assumir uma forma híbrida entre o homem e a ave, chamada de forma guerreira.

Não existe classes sociais entre os Tawantis. Os laços familiares são fortes, mas acima deles está o laço da raça. É comum que homens e mulheres de famílias diferentes se chamem de irmãos, porque é assim que eles se vêm. Outro ponto interessante é que para eles não existe o conceito de propriedade privada. O mundo pertence aos deuses e os deuses permitem que o mundo seja habitado por eles. Por que então, “roubar dos deuses”, privando outros de usufruir dos objetos? A falta de possessividade se aplica também as relações amorosas. “pai” é aquele que cria e “mãe” é aquela que nutre. Companheiro ou Companheira é alguém que você escolhe para partilhar de sua vida e não para se acorrentar a ela.

Um traço muito característico da cultura nômade é a sua liberdade. Para os tawantis a liberdade é ser como o vento, sem rumo e sem destino. Este é mote dos jovens, aqueles que ainda não atingiram a iluminação. A eles é encorajado que viagem pelo mundo exterior até que se sintam prontos para abraçar a filosofia pacífica dos mestres. Ao completarem 15 anos todos os meninos e meninas participam de uma festa de despedida e aqueles que desejam podem ir conhecer o mundo. As cidades estarão sempre abertas para aqueles que quiserem voltar e descansar. Neste caso, o fim da infância e o começo da vida adulta estão relacionados a esta peregrinação pelo mundo.

Os Nômades do Ar não conhecem leis que não sejam as leis naturais e seus próprios costumes. Eles costumam estranhar os costumes alheios, mas sabem respeitá-los.

Quando cansados de vagar pelo mundo sem destino, eles podem voltar para seu templo de origem para descansar, onde são acolhidos como se nunca tivessem partido.

Os nômades constroem diversos tipos de casas consagradas às suas divindades. Alguns dos mais famosos são o Templo do Sol em Galiffar, a sul do templo de Vilkike, foi construído com pedras encaixadas de forma fascinante. Esta construção tem uma circunferência de mais de 360 metros. Dentro do templo há uma grande imagem do sol. Em algumas partes do templo havia incrustações douradas representando espigas de milho, falcões e punhados de terra. Porções das terras em volta são dedicadas ao deus do sol e administradas por sacerdotes.

Os sumo-sacerdotes são chamados Humu, e vivem uma vida reclusa e monástica. Estes homens e mulheres santos raramente são vistos pelos outros de sua raça – exceto em festivais, quando se misturam aos seus pares e lhes distribuem sabedoria. Dizem que sua forma de vida reclusa é uma forma de penitência de algum pecado que a raça cometeu milênio atrás.

A religião tem traços fortemente dualistas, constituída de forças do bem e do mal. O bem é representado por tudo aquilo que era importante para o homem como a chuva e a luz do Sol, e o mal, por forças negativas, como a seca e a guerra.

Os huacas, ou lugares sagrados, são espalhados pelo território Tawanti. Huacas representam também as entidades divinas que vivem em objetos naturais como montanhas, rochas e riachos. Líderes espirituais de uma comunidade usavam rezas e oferendas para se comunicar com um huaca para pedir conselho ou ajuda.

Os Tawantis acreditam na reencarnação. Aqueles que obedeciam à regra, ama sua, ama llulla, ama chella (não roube, não minta e não seja preguiçoso), quando morressem iriam viver ao calor do sol enquanto os desobedientes passariam os dias eternamente na terra fria. Os que morrem são cremados e suas cinzas jogadas de locais altos.

Personalidade

Liberdade de agir e pensar.

Os Nômades do Ar adoram a liberdade. Com o passar dos anos esta liberdade de simplesmente ir e vir com o sabor do vento é trocada por uma liberdade mais responsável, muito semelhante a da cultura gnômica. O seu senso de humor é leve e peculiar e eles preferem rir de si mesmos que rir dos outros. São, por fim, viajantes curiosos e adoram descobrir coisas através da experiência própria, chegando muitas vezes a imprudência. Sua curiosidade natural ajuda a desenvolver neles a maturidade que a vida espiritual dos mais velhos exige.

Tawantis: descrição física

Um povo e duas raízes…

Os tawantis medem entre 1,5 e 1,8 metros e pensam entre 40 e 70 quilos. Quanto à aparência são em geral, bastante semelhantes aos humanos de pele bronzeada (que alguns dizer ser quase vermelha), e de cabelos lisos e negros, geralmente usados em longos e em tranças, embora sejam comuns relatos de membros mais agressivos, guerreiros, com cabelos apenas em uma linha da cabeça raspada, além de muitas pinturas pelo corpo. Seus traços mais marcantes, porém, são penas saindo dos cotovelos, as unhas sempre negras e, principalmente, os olhos amarelos e agudos de uma ave de rapina. Vivem pouco mais de cem anos, atingindo a vida adulta com 16 anos.

Tawantis: tendência

Pacíficos, mas não tolos

A maioria dos tawantis é bondosa. Aqueles que tendem para ordem são sábios e atingem a melhor idade (a idade da iluminação) mais cedo. Os que tendem para o caos são aventureiros, viajantes ou exploradores incapazes de ficar num lugar só por muito tempo. Espera-se que com o passar dos anos o caos dê lugar a ordem e finalmente se fixem AM algum lugar..

Tawantis: relações

Amigos distantes…

Os tawantis mantêm boa relação com os gnomos, que partilham de seu amor pela liberdade. Mas afastam-se quando a cultura centrada nos bens mundanos dos tawantis parece querer dominar. Eles gostam da companhia dos Halflings, especialmente os que admiram sua força, coragem e resistência. A maioria dos tawantis é um pouco desconfiada das outras raças, mas raramente se comportam de maneira hostil ou maliciosa. Haravitas são vistos como criaturas que devem ser evitadas.

Tawantis: terras

Os mestres do Vento

Os tawantis constroem suas casas nos apêndices dos templos construídos a muito pelos anciões. Vivem em casas confortáveis e de certa forma únicas. Os visitantes são bem vindos.

TAWANTIS

• +2 Destreza, -2 Constituição. Tawantis são ágeis e resistentes, mas carecem de resistência física.

• Tamanho médio

• O deslocamento base de um Tawanti é de 9 metros.

• Visão Noturna: Um tawanti pode ver duas vezes mais que um humano sob a luz das estrelas, lua, tochas, e condições similares de iluminação pobre. Ele mantém a habilidade de distinguir cores e detalhes sob essas condições.

• +2 de bônus racial em testes de Escalar, Observar e Ouvir.

• Forma sagrada – O personagem pode mudar para a forma de um falcão gigante (mantendo os mesmos atributos físicos). Enquanto esta nesta fase ele pode falar normalmente, mas apenas os itens pessoais – como suas roupas – são convertidas para a forma de ave.

• Forma Guerreira (Habilidade Especial): Forma híbrida, humanóide, só pode ser comprada gastando um dos pontos de habilidade especial. Nesta forma guerreira eles ganham os seguintes modificadores:

+4 na CA, +2 For.

Cria garras e permite atacar com elas (1d6 + For).

+2 Des, Habilidade de Voar (média).

Ajustes de Criação

• Idiomas Básicos: Comum e Tawanti. Idiomas Adicionais: Dracônico, Anão, Élfico, Gigante, Goblin, e Orc.

• Classe Favorecida: Clérigo. O nível de clérigo de um tawanti multiclasse não conta para determinar se ele sofre uma penalidade nos pontos de experiência por multiclasse.

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8 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Trackback: POP DICE » Blog Archive » Olha que Blog Maneiro!!!
  2. Matheus
    jan 30, 2009 @ 02:52:16

    Huhuhu!!
    Cara, ficou demais a raça! Vc captou e espandiu muito bem o conceito meio indígena q tentei passar na descrição. Adorei!! Até o nome ficou d+!!
    Estou honrado! =D
    Parabéns aí!

    Só uma coisa ficou estranha: na parte “Relações” vc escreveu: “Os tawantis mantêm boa relação com os TAWANTIS, que partilham de seu amor pela liberdade. Mas afastam-se quando a cultura centrada nos bens mundanos dos tawantis parece querer dominar.”

    Aí vc se refere à outras tribos de Tawantis mesmo ou à alguma outra raça (q vc só trocou o nome?).

    Falow!
    braços!
    fica com Deus!
    té +!!

    Ps: se kiser trocar uma idéia ai sobre qq coisa mais, tamos aí! meu e-mail é: math.sales@gmail.com

  3. valberto
    jan 30, 2009 @ 02:59:03

    Esta errado mesmo…. obrigado pela correção.

  4. Trackback: Meme: Olha que Blog Maneiro! « Pergaminhos Dourados
  5. Romullo Ritchie
    fev 02, 2009 @ 14:14:00

    Valberto, acabei de indicá-lo para o Meme: Olha que Blog Maneiro! Abçs!

  6. valberto
    fev 02, 2009 @ 19:31:32

    Obrigadíssimo Rômulo…

  7. rsemente
    fev 12, 2009 @ 14:08:28

    Opa, vi agora a raça, ficou muito bom, escrições ótimas, e filosofia perfeita.

    as imagens são do fabrica de herois antigo ou novo? onde se poe enconrar o fabrica de heroi classico?

  8. valberto
    fev 12, 2009 @ 14:16:37

    Antigo.

    Fala com o Talude.

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