Iniciativa Mutantes e Malfeitores Brasil: Uter orbis

Uter Orbis é um cenário mais ou menos realista que tenta fantasiar com a viagem espacial aqui no nosso quintal, o sistema solar. Feito inicialmente para o falecido Ação, não tive dificuldade alguma de passar suas informações e termos para o M&M.

O texto é longo.

O mundo de 2152

No ano de 2089 o telescópio Hubble descobriu um imenso asteróide rumando em direção à terra. Com sua velocidade, atingiria a terra em pouco mais de 10 anos. O que deu tempo para duas coisas: que a terra como um todo se desesperasse e que dois projetos de salvação da terra fossem criados. O primeiro deles formado por grandes potências atômicas previa a erradicação do asteróide com uma saraivada de todo o armamento atômico disponível na terra a partir de uma grande lançadeira espacial na órbita de Marte. A segunda opção, levantada pelos japoneses seria criar um imenso “worm hole” na frente do asteróide, de modo que ele passasse pelo hiper-espaço sem infringir mal algum a terra. A Onu numa decisão inédita aprovou os dois projetos e ambos levaram o mundo à quase-falência.

Em abril de 2097 a saraivada de mísseis, chamada de projeto Hades, foi disparada. O resultado não poderia ter sido pior. As explosões nucleares não apenas não destruíram o asteróide, como não mudaram sua velocidade e nem destino. O plano japonês do Jump Gate (portal de salto) foi posto em prática.

Mas havia uma variante que ninguém contava. O que a radiação proveniente dos mísseis faria com a estrutura do portal. Quando o asteróide atingiu a área de salto da lua e por ele desapareceu, a terra comemorou. Mas meio minuto depois, a sobrecarga radioativa foi expelida do hiper-espaço, numa rajada que varou e afetou todo o planeta terra. Nos anos que se seguiram descobriu-se que toda a humanidade e os seres vivos que nela existiam tiveram seus DNA´s alterados, gerando incríveis e muitas vezes terríveis mutações.

Ao mesmo tempo dessas terríveis mudanças a tecnologia dos portais tornou-se viável e a exploração espacial teve início. As naves colonizadoras eram tripuladas por robôs e por seres humanos em suspensão criogênica. Ao chegarem a seus destinos os tripulantes iniciavam a construção de um portal para trazer novos colonizadores, desta vez em grande escala. O primeiro planeta a ser colonizado dessa forma foi Marte, ainda no final de 2107.

Um importante passo para a conquista do espaço foi o processo de terra-formação ou de modificar as condições de um planeta para a vida humana. Planetas eram injetados com atmosferas, escudos orbitais, usinas estabilizadoras/geradoras de gravidade e plantas vindas da terra. Foi decidido que país algum seria dono de territórios fora da terra. Dessa forma as comunidades fora da terra representavam, no máximo, cidades e empresas terrenas. Era comum dizer nos primeiros anos de colonização que “o Japão abriu uma nova comunidade em Ganimedes” ou “o Brasil abriu uma nova cidade em Netuno”.

Graças ao fiasco do Projeto Hades a população do mundo desgostou da energia nuclear e das armas ultra-modernas. Para se ter uma idéia do nível de histeria que o acidente provocou, falar de armas laser ou de qualquer uso para a energia nuclear nos dias de hoje é o bastante para que primeiros ministros renunciem e que presidentes sejam afastados por aclamação popular. Nenhum país ou nação do mundo recorre à energia atômica e existem severas punições àqueles que o fazem. É alvo de especulação se algumas superpotências e mega-corporações levam essa proibição realmente a sério. Dessa forma, o armamento humano quase não evoluiu muito os últimos 100 anos. Pistolas e espingardas ainda são armas mortais e não se pode subestimar o bom uso de uma faca ou bastão numa luta. Algumas armas de impulsão elétrica, também chamadas armas de Gauss, começam a ser usadas a bordo de naves estelares, em detrimento dos antigos mísseis e torpedos espaciais.

Com o passar do tempo os governos e diferenças étnicas foram sendo aos poucos esquecidas ou substituídas por outros tipos de filiações formando novas sociedades e comunidades. Mas essa época de aparente paz durou apenas até o dia em que a primeira comunidade planetária declarou-se independente da Terra. Vêuns foi a primeira, seguida de Marte e pela Confederação das Luas de Saturno. Por sua distância do Sol, Plutão só se emancipou quando terminou a construção de um sol artificial num asteróide que lhe orbitava próximo.

Nos anos seguintes uma nova leva de nações e cidades-independentes surgiu em todo o sistema solar. Viagens espaciais tornaram-se rotina. Existem pelo menos 3800 portais em atividade e para viajar por eles tudo o que você precisa é de uma nave espacial, um hiperdrive (aparelho que serve para guiar as naves por dentro do portal) e estar em dia com o pagamento das taxas de uso dos portais. A Jump Gate do Japão é com certeza uma das empresas mais ricas de todo o sistema solar: pois ir a um lugar que não tem portais demanda, ás vezes, meses e meses de viagem espacial convencional.

Houve um acordo entre todas as nações do sistema em 2118 para a formação de uma polícia e de um tribunal de justiça soberanos para perseguir e julgar criminosos na esfera interplanetária. Algo parecido com a Interpol do século XXI. Batizada de Star Hunters (caçadores estelares) ela garante a lei a e ordem no sistema. Ou pelo menos tenta. Como era de se esperar o efetivo da polícia recém criada era pouco para dar conta de todo o sistema solar. Eis que surgem as figuras da polícia local e do caçador de recompensas.

O ano de 2148 marcou talvez a maior decepção da humanidade. Deixou-se de buscar vida inteligente fora do sistema solar, embora muitos OVNIS ainda sejam avistados com certa freqüência, especialmente em locais sem portais de salto por perto.

A Sociedade

A sociedade continua mais ou menos a mesma coisa que sempre foi desde o século passado: as pessoas querem se casar, arrumar um bom emprego, ter filhos e viver em paz. A grande época das oportunidades já passou e hoje o sistema solar amarga problemas sociais semelhantes aos que havia na terra antes do Projeto Hades. O mundo está muito mais competitivo hoje em dia e cidades de mega-proporções espalham-se pelos planetas e satélites.

Existem tantos grupos, tribos e maneiras de se viver como existem átomos de hidrogênio num oceano. Existem associações, sindicatos, clubes, tudo o que você imaginar. Desde pessoas que buscam uma vida mais saudável, como os naturalistas de Marte, passando pelos motoqueiros espaciais rebeldes de Urano, até as shopping gangs nas mega-cidades da Terra.

Grupos neo-religiosos surgem e desaparecem num piscar de olhos. A internet desenvolveu-se a níveis surpreendentes, e embora a tão sonhada interação homem máquina jamais tenha realmente acontecido, hoje em dia qualquer computador pessoal ou aparelho celular já vem com conexão de ultra-velocidade à internet. Basta comprar da loja, e sair navegando. E a internet, como já é tradição, tem de tudo.

Existem dois tipos de moeda corrente: o Crédito Solar (CS$) válido no universo todo e as moedas de papel, válidas localmente. 1 Crédito Solar eqüivale a 1 Euro, ou a 3 dólares americanos. O crédito solar funciona na forma de um pequeno cartão magnético. Ele está conectado com o planeta bancário, uma lua artificial independente que circula a Terra, e as transações são feitas quando dois cartões se encontram ou quando se passa um cartão numa registradora eletrônica.

Acima das mega-corporações, surgiram as giga-corporações. A maioria das giga-corporações resume-se a apenas um ramo de atuação: a Jump Gate é japonesa, a Buenos Aires Oxygenio é argentina (com sede em Vênus), a Amazon Waters é brasileira (apesar do nome e situada na Terra), e a Pluto-Mineira é espanhola (maior companhia de mineração de ferro no sistema), entre outras. Normalmente existe apenas uma enorme corporação envolvida por ramo de atividade. Mas isso não impede a livre iniciativa: embora a Texas-Bush-Saturn Gas seja dona de 90% do mercado de combustíveis gasosos do sistema, existem milhares de mini e micro empresas instaladas, lutando ferrenhamente entre si pelos outros 10%.

Afinal este é o mundo do futuro e o que não falta é diversão: cinemas com realidade virtual, o Disney Planet (satélite artificial orbitando Vênus), Cassinos espalhados por todo o sistema, resorts planetários temáticos, como é o caso de Nevada (a melhor estação de esqui do sistema) ou de Ganimedes Beach Resort (quilômetros infindáveis de praias artificiais). Existe inclusive o planeta Jurássico, que recria a vida na terra como ela era a milhares de anos, com dinossauros vivos (recriados geneticamente). Enfim, existe espaço para todo o tipo de sonho.

Da mesma forma, não existe um grande e implacável sindicato do crime. Existem MILHARES. Desde descendentes da Máfia italiana, passando por representantes interplanetários da Triad chinesa, traficantes de drogas da Terra ou de Vênus, piratas em escala espacial e até gangs de ruas e criminosos menores. Apesar da era de luz que a humanidade vivencia o crime e a corrupção não foi eliminado como os relatórios originais sugerem. Em giga-cidades, onde convivem milhões de pessoas o crime a violência prosperam.

O individualismo também é muito forte. Cada um quer ser do seu jeito, seguir seu estilo, a sua moda. A massificação de costumes e moda é tão sufocante que uma loja pode atingir seu auge de vendas apenas por vender uma calça de cor diferente das normais ou apresentar um novo conceito de roupa. “Seja você mesmo” é o lema corrente. O culto ao corpo continua, mas bem menos determinado e elitista. Não existe mais um corpo perfeito a ser conseguido e sim vários corpos perfeitos. Então vale tudo: neo-samurais afro-descendentes, cowboys asiáticos de cabelos ruivos, clubbers polinésios com metade do corpo coberta por tatuagens mutantes.

Tecnologia

O futuro não é tão grandioso quanto se imaginou. Embora hoje em dia um simples relógio digital possa guardar mais de dez mil horas de vídeo e música de alta definição, ser aparelho celular, GPS, câmera e mais uma centena de comodidades ainda existem carros com rodas, motos, barcos á vela, e computadores pessoais que ocupam quase uma mesa de trabalho. Por motivos já explicados não existem super armas laser ou blindagens super poderosas. A fome não mais impera como um dos 4 grandes cavaleiros do apocalipse, mas a doença sim. Graças ao banho de radiação que a terra recebeu os vírus e bactérias estão mais resistentes e mutantes do que nunca.

As viagens interplanetárias são bastante comuns e feitas de duas formas: pelos Jump Gates, ou do modo tradicional. O uso dos Jump Gates é razoavelmente barato e popular: é mais ou menos como um pedágio. Quanto mais longe, mais caro. Sem os Jump Gates o ideal é apelar para a viagem tradicional. A nave terrestre mais rápida é a Schummi da fábrica italiana Ferrari: ela é capaz de empreender uma velocidade de cruzeiro de 900 mil quilômetros por hora, podendo fazer do sol a Plutão em apenas 273 dias terrestres (ou 6.550 horas de vôo). Um grande perigo para as viagens fora dos Jump Gates é o lixo espacial: restos de naves e satélites mortos vagando indefinidamente pelo espaço sideral. Existem ferros-velhos espaciais que recolhem e reciclam esse material, mas não é difícil se ouvir notícias de um acidente envolvendo alguma nave de passageiros e destroços espaciais. O maior de todos os ferros-velhos espaciais é o “Planeta Junk”, localizado em Tristania, a maior das luas de Urânio.

Naves espaciais são bastante comuns. Equivalem mais ou menos a um carro não-popular nos dias de hoje. Com pelo menos 30-45 mil Créditos Solares você é capaz de comprar uma nave espacial civil, com espaço para apenas um tripulante, mas com autonomia de 1 a 4 AU – Astronomical Units, ou Unidades Astronômicas de distância. 1 AU é a distância média da terra ao sol e vale 149.597.870 km. Por mais 5 mil você recebe um Hiperdrive. Naves maiores podem ser pequenas casas ou apartamentos espaciais, como todo o tipo de comodidade que você possa imaginar. Com tanques cheios uma nave de médio porte pode superar com facilidade a autonomia de 40 AU’s (o bastante para ir toda à distância do Sol a Plutão). Todas as naves são equipadas com computadores de bordo, conectadas diretamente a internet, sendo que sua programação é atualizada minuto a minuto. Com esses computadores de navegação até mesmo o pior dos pilotos (Pilotagem: naves espaciais +2 ou pior) é capaz de entrar e sair de um planeta com atmosfera e pousar com segurança num dia de sol e tempo limpo.

A medicina, no entanto, deu saltos fantásticos de qualidade. Hoje em dia não existem mais as doenças genéticas que assolavam o distante século XX. O sistema de saúde público conseguiu implantar um sistema de vacinações intra-uterinas (o pré-natal do futuro) que impede que as crianças nasçam com qualquer deformação. Infelizmente mesmo hoje a medicina não conseguiu dar conta de erradicar certas doenças, como a gripe. Sem falar que o DNA mutante dos humanos consegue ainda hoje contradizer tudo o que se sabe sobre a medicina moderna. Ou seja, ninguém mais precisa se lamentar por não poder mais andar por causa de um acidente ou por ser careca. Entretanto, como tudo na vida, esse tipo de tratamento costuma ser mais caro do que a maioria da população pode pagar. Para aqueles que não podem usar de clonagens e células-tronco existem os ultrapassados implementos cibernéticos. Enquanto uma perna nova, via biotecnologia de clonagem de células tronco não sai por menos de 40 mil, uma perna biônica sai por menos de 4 mil, com instalação incluída.

Quando o assunto passa para a robótica existem pelo menos duas a coisas a serem consideradas: os robôs domésticos e os mechas. Os robôs domésticos vão desde o garçom robô do restaurante, passando pelo caixa eletrônico do banco ou as unidades varredoras de chão. Já os mechas são um capítulo à parte. Criados pelos japoneses para auxiliar na construção dos Jump Gates por colonos, foram rapidamente evoluídos e adaptados para as mais diversas áreas, desde a construção civil, o patrulhamento policia, ou o uso esportivo e militar.

Um dos campeonatos que mais movimentam o sistema solar é a Copa Solar de Mecha Assault. O Mecha Assault é uma mistura de futebol, guerrilha urbana e combate entre robôs gigantes, pilotadas por humanos. O jogo consiste em dois times de seis a dez mechas cada, num campo de luta (pode ser um labirinto cheio de armadilhas, uma cidade devastada, uma selva, etc.). As duas equipes tem de ir até o centro do campo pegar uma bomba e levar essa bomba até o gol do inimigo e explodi-lo. Uma vez que se pega a bola-bomba ela começa a marcar um tempo de 1 minuto e meio. Ao fim desse tempo a bomba explode. Ganha quem explodir todo o time adversário, ou marcar mais gols. É um esporte razoavelmente caro, mas muito popular. O atual campeão é um time da Terra, os Diabos Rubro-negros do Rio de Janeiro.

Um passeio pelos principais planetas habitados

Terra

Não faz muito tempo a chuva de radiação proveniente do Projeto Hades transformou radicalmente a vida da terra. A maior parte de suas grandes cidades hoje esta fundida em mega-conglomerados habitacionais. Com os anos, as zonas urbanas foram crescendo. Hoje, por exemplo, é impossível dizer onde é a fronteira de cidades como São Paulo e Santo André, uma vez que tudo parece ser a mesma giga-cidade. As periferias continuam precárias: não passam de um monte de prédios mais ou menos abandonados, habitados apenas pela ralé do universo: apenas os pobres coitados desafortunados que não têm mesmo nenhum outro lugar para onde ir, vagam por essas cidades sem lei em busca de algo que garanta suas sobrevivências. As grandes cidades da terra hoje são arcologias.

Fora água produzida pela Amazon Waters, quase nada de valor é produzido na terra nos dias de hoje.

Marte

Se você é rico, com certeza Marte é a sua terra. É um lugar de gente bonita, diversão e conhecimento. Mas também é incrivelmente pobre. O abismo entre ricos e pobres nunca foi tão grande quanto o que existe em Marte.

Entretanto, se você for rico o bastante, não vai ter de se preocupar em “ver” os pobres. É dito também que além de ser a sede da Inplanpol, Marte é a sede de todas as máfias organizadas do sistema. Um mercado negro muito eficiente prospera em Marte: se você procura alguma coisa e não encontra em Marte é porque, seja lá o que você estiver procurando, não existe. Marte é o lugar ideal para “sumir na multidão”. Marte também é o centro da comunidade solar de ciência e da medicina (antes ficava em Genebra, na Terra). Uma curiosidade interessante é que boa parte das cidades marcianas que não são arcologias, são construídas dentro de imensas crateras.

Vênus

Quando você estiver em Vênus, com certeza a primeira coisa que você vai notar são as grandes ilhas vegetais flutuando acima do solo. Nelas são cultivadas novas espécies de plantas. Quando essas plantas se abrem é possível ver um lindo espetáculo de uma chuva de pólen, que cai suavemente como neve sobre o planeta abaixo.

Não deixe de visitar o Disney Planet – um satélite artificial com orelhas de rato gigantescas – dedicado á diversão, que órbita o planeta.

Vênus é um planeta amplamente agrícola. É chamado sem cerimônias de o “celeiro do universo”. 75% de toda a comida exportada no universo vem de lá, em suas fazendas controladas por servos-robôs e mechas.

Júpiter

Júpiter é muito mais conhecido por seus satélites: Callisto e Ganimedes.

Callisto é um planeta frio. Tudo a seu respeito parece ser escuro e mórbido, deixando um irreparável clima de solidão em todos os lugares. O clima é frio e o ar é incrivelmente poluído (muitas pessoas costumam usar máscaras de gás quando saem de casa). Tudo isso é culpa da Texas-Bush-Saturn Gas que tem inúmeras refinarias de gás no satélite. Na verdade, a TBS Gas é “dona” de mais de 80% do satélite.

A cidade mais “barra-pesada” de Callisto é sem dúvida “Caldeirão das Almas”. Um lugar escuro, corrupto e controlado por gangues de rua. Muitos de seus prédios têm desabado e o comércio local é apenas informal. Não existem sistemas de luz, água ou serviços médicos oficiais na cidade. Deve ser o porto de piratas mais conhecido do universo.

Já Ganimedes é o maior e mais desenvolvido satélite de Júpiter. Boa parte da superfície do planeta é coberta de água, com vastos oceanos de água salgada espalhando-se por onde a vista pode alcançar. O planeta hoje é o lar de toda a vida marinha do universo e sua economia se baseia especialmente no turismo: afinal, num planeta que é 90% água, devem existir algumas das mais lindas praias.

Urânio

Urânio, assim como Júpiter é mais conhecida por seus satélites. O de maior destaque talvez seja Tristania, a maior das luas de Urânio. Tristania não é apenas a maior lua de Urânio, ela é o maior ferro-velho da galáxia. 60% do satélite são cobertos por lixo e restos de naves e satélites espaciais. Suas cidades são apenas indústrias de reciclagem ou de estocagem e armazenamento de lixo. Apesar de ter atmosfera respirável Tristania é o satélite com menor densidade populacional de todo o sistema solar. Toda a comida deve ser importada.

Tijuana

No limite do sistema solar existe um cinturão de asteróides. Tijuana é um desses inúmeros asteróides, grande o bastante para receber um domo e comportar vida humana. Devido a terrível chuva de meteoros a que está sempre submetida, a única forma segura de entrar ou sair de Tijuana é através de um Jump Gate.

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8 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Ricardo Foureaux
    jul 08, 2009 @ 19:05:17

    Bombástico, e bem escrito.
    Devíamos escrever mais sobre RPG no Brasil (escrever que eu digo é publicar)

    Um artigo definitivo sobre o caso:

    http://felipedeamorim.opsblog.org/2009/07/07/o-caso-de-ouro-preto-incompetencia-e-preconceito/

  2. césar/kimble
    jul 08, 2009 @ 19:36:09

    Bem legal, alguns pontos lembraram uns quadrinhos europeus que já tive oportunidade de ler. Meio cyberpunk light.
    Tenta fazer mais artigos sobre isso no futuro, o cenário tem bastante potencial.

  3. Trackback: Iniciativa: E o Betão fez um cenário « Ponei Riders Blog
  4. João "joaoecb" Brasil
    jul 09, 2009 @ 05:53:14

    Muito legal!!! Linkei no meu blog e já estou colocando no índice do forum!!! O negócio está bombando …. e com ótimos resultados!!

  5. Trackback: Iniciativa M&M: Jedi « Pergaminhos Dourados
  6. Heitor
    jul 17, 2009 @ 14:19:13

    A melhor parte são as referências (não tão) ocultas.

  7. Trackback: Fim da primeira rodada da Iniciativa M&M « Pergaminhos Dourados
  8. Madaxe
    maio 13, 2013 @ 01:26:53

    De fato está muito boa a história. Sou super fã de ficção científica e a sua história está em nível profissional. Continue assim.

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