O paradigma do jogador de RPG

Enquanto isso, no mundo moderno…

 

Uma das coisas mais interessantes que eu consigo perceber ao longo destes anos que eu jogo RPG é a mudança do perfil do jogador. Eu me lembro de que, quando eu comecei, 90% das pessoas que jogavam eram pró-ativas. Ouvíamos falar de um jogo diferente, normalmente por um amigo que jogava e então corríamos atrás. Eu mesmo demorei um tempo para entender a proposta daquele livrinho que o irmão da Chesla tinha trazido de Portugal. Os livros grossos não assustavam, justamente porque você estava ávido por informação. Os grupos eram reunidos de forma precária, muitas vezes na base do recado e do telefone.

E como essa situação mudou nos dias de hoje. Hoje, com o auxílio da internet você pode ter informações sobre qualquer tipo de mídia quase que instantaneamente. Teoricamente então, justamente por esta facilidade na comunicação e na aquisição de conhecimento, você deveria montar um grupo com facilidade, certo? Errado. O perfil pró-ativo do público mudou para um perfil menos ativo. Você não precisa mais fazer tanto esforço para conseguir informações sobre algo e se, em especial, aquela mídia se mostrar inacessível, existem dezenas de outras mais simples e prontas para serem acessadas.

Um exemplo disso é de um moleque que joga Ragnarok On Line. Ele vai ter menos problemas para entender o jogo e como ele funciona – e portanto se divertir nele – do que uma pessoa que se decida a aprender Dungeons and Dragons.

O manual que acompanha o CD de Ragnarok tem pouco mais de 10 páginas, com o tamanho de um encarte de CD de música, colorido e bem diagramado. Você precisa de uns poucos minutos para entender como o jogo funciona. O conteúdo do CD pode ser baixado gratuitamente, ou adquirido nas bancas de revista por um preço não superior a R$20,00 – e sempre acompanhada por algum bônus: um pôster, um item especial, tempo em formato vip. A mensalidade também é econômica, já que você pode pagar apenas pelas horas que consome e sempre jogo tem novas atualizações. Uma vez dentro do jogo existem dezenas de milhares de páginas, fóruns, associações e clãs para trocar “figurinhas” e informações. Fazer amizade neste tipo de ambiente é simples.

Já se o moleque quiser jogar D&D vai ter de se deparar com um outro mundo, um pouquinho diferente. A primeira coisa é o manual. Bem maior que um encarte de cd, com mais de 300 páginas, enorme, muito colorido e com texto expremidinho. O preço? Não por menos R$70,00. E esse é só o primeiro livro, o Livro do Jogador. Completando o pacote tem o Livro dos Monstros, o Guia do Mestre, as aventuras prontas, o pacote de dados (que estranhamente não acompanha o livro base). Aliás, bônus é uma coisa que você só vai achar no texto e não no produto. Você compra um livro de quase R$70,00 e não ganha nenhum agrado por causa disso: nenhum pôster, nenhum item especial, nenhuma carta de habilidade exclusiva, nem mesmo um telefone de contato que funcione. Depois disso você vai entrar em contato com as centenas de comunidade do jogo: páginas, fóruns, associações e clãs para trocar “figurinhas” e informações. Mas muito cuidado. Os incautos costumam ser pegos na guerra das editores/editores, na disputa dos sites, ou mesmo na trollice de seus jogadores mais antigos que tratam o jogo como uma requintada forma de arte. Fazer amizade neste tipo de ambiente nem sempre é simples.

Comparando os dois quadros eu acho incrível que ainda tenha gente que jogue RPG ou mais que ainda consiga aprender a jogar RPG. O paradigma do jogador moderno é o cara que tem um celular faz tudo e que pode acessar a internet de tempos em tempos. É um cara “multimeio” que transita entre o mangá, o anime, o filme, o DVD, a série de TV, a música, o cinema. É o cara que curte Harry Potter e vai para a balada. E com tanta coisa boa rolando, tanta cosia boa acontecendo ele não vai ter tempo mesmo de correr atrás de um jogo estranho com fama de assassino com um bando de jogadores veteranos pedantes que se julgam os donos da cocada preta por que descobriram a crise dos leitores de pdf portáteis.

O novo jogador exisge uma nova abordagem. Livros menores, mais acessíveis, bom conteúdo on line, a coisas que agreguem valor ao jogo.

Parte da culpa da dificuldade em se aprender a jogar parte da própria comunidade de jogadores. Parece que existe uma doença entre as pessoas que as faz serem absolutamente pedantes. Carvalho! Se você vai num fórum de MMORPG e pergunta um build para alguma classe você tem 400 respostas. Se você faz a mesma pergunta num fórum de RPG você vai ter 400 respostas também, mas quase nenhuma que serve. Um cara vai reclamar dizendo que não é interpretação, outro vai dizer que não é assim que se joga, outro vai fazer propaganda de outro sistema, outro vai falar da liberdade de expressão de poder jogar como quiser, outro vai pedir o livro para baixar e o negócio continua. Quem acessa fóruns do Orkut sabe que é assim. Isso quando não um ambiente “noob hate” como é o caso de fóruns como o Spellbrasil.

Imagine que coisa boa seria se para jogar D&D ou seja lá que sistema você queira jogar você só tivesse que pagar 20 reais num livrinho fino (menos de 100 páginas), colorido e diagramado. Que acompanhasse dados – ou que fornecesse um programa rolador de dados para o seu celular (não entendo disso, mas acho que um programa desses, em Java, ocuparia menos de 400kb) – ou acompanhassem brindes que agregassem valor ao produto. Uma trilha sonora, uma clipe de animação, miniaturas virtuais, programas – tudo isso a um precinho módico. Agregar valor ao jogo, facilitar a entrada de novas pessoas e continuar cativando os que já estão jogando deveria ser a prioridade de todas as empresas de RPG que eu conheço.

Eu conheço bons sistemas que usam apenas d6, e que a construção de personagem resumida não passar de 1 página frente e verso. Mas neste tipo de coisa, ninguém quer investir.

Anúncios

19 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Ricardo Foureaux
    jul 12, 2009 @ 15:23:36

    Betão, você falou tudo. Esses são os mesmos problemas que percebo no cenário rpgístico atual no Brasil. Por isso, estou escrevendo um RPG para ser simples. Do jeito que você falou, d6, máximo 100 páginas, mas com regras simples para serem entendidas em uma ou duas páginas. E, claro, uns 20 reais no máximo, porque ninguém merece pagar mais.

  2. Nibelung
    jul 12, 2009 @ 17:47:43

    “Parece que existe uma doença entre as pessoas que as faz serem absolutamente pedantes.”

    Isso se chama “mudar o meu brinquedo”. Jogadores de videogame também são pedantes quando o jogo tem sequencias. Cheque, por exemplo, a discussão rolando em qualquer comunidade de Left 4 Dead depois do anúncio do L4D2. Ou comunidades de Zelda falando o quanto Wind Waker não é um “zelda de verdade”.

    Sistemas de RPG também mudam com frequencia, e ao contrário de videogames (onde tu termina um e pega outro), é possível jogar o mesmo sistema ad infinitum. Aí quando surge uma nova versão do jogo que você possui, e que, na sua cabeça, não tem nada de errado, você não vê motivos pra uma nova versão, e liga o seu alarme mental sobre o distúrbio na Força.

  3. Alexandre Draco
    jul 12, 2009 @ 23:04:57

    Ótimo texto.
    Acho que o caminho é conteúdo online, mesmo que pago, como a Wizards está fazndo com o Insider. Vc não precisa dos livros de papel, e as ferramentas de criação de personagens/monstros/encontros deixam as regras bem transparentes.

  4. césar/kimble
    jul 13, 2009 @ 01:56:03

    Ótimo texto.
    Sem querer entrar no mérito da qualidade da 4e, acredito que o DDInsider da Wizards tem tentado fornecer essas facilidades desejadas pelos jogadores.
    O Builder facilita tanto o trabalho de construção de personagens que se torna viciante. O Compendium é um wiki de todo material oficial disfarçado de ferramenta de busca, facilitando resolver dúvidas ou encontrar material para as sessões sem muito trabalho e sem precisar comprar os livros que trazem esse material. Mais as aventuras prontas e as matérias ensinando a lidar melhor com o jogo, tudo ajuda os iniciantes a começar a jogar com pouco esforço.
    Se a idéia é facilitar a vida dos jogadores, seria questão de tentar investir em mais ferramentas virtuais (de preferência gratuitas, pois os jogadores brasileiros são mais pobres que os americanos). Wikis, blogs com divulgação de material complementar, fichas que facilitem seu preenchimento (como um jogador disponibilizou a algum tempo para M&M), etc.

  5. FenrirX
    jul 13, 2009 @ 02:49:51

    Parabéns Valberto. Muito bom o texto.
    Realmente esse é o cenário do RPg em que vivemos nessa primeira década do século XXI…

  6. Gilson • RPG • educação
    jul 13, 2009 @ 11:49:47

    Boa, Valberto!

    É um dos motivos que eu acredito em jogos simples para serem ensinado antes dos grandes sistemas, por isso o nome do meu blog, em minúsculas ainda (só charme mesmo).

    Meu recente novo projeto de RPG pequeno, que é justamente para ensinar novos jogadores, tem apenas 3 páginas no total, sendo a última 4 fichas. Tem uma parte de dicas com relação a ensinar iniciantes, que peguei do blog do Newton “Nitro” Rocha. Estará no ar em pdf em poucos dias. Já está pronto, estou pegando sugestões com alguns amigos.

    Também simplifiquei o já simplificado ZIP RPG, indicando para educação e para ensinar o RPG, usando apenas uma moeda. Neste caso penso nas crianças, principalmente de baixa renda, sem acesso a dados (me refiro aos dados comuns de 6 lados)

    Gilson

  7. Gnoelfo
    jul 13, 2009 @ 16:38:41

    Ótimo texto.
    Mas a realidade não é tão desesperadora como está descrita. Como alguns já citaram, a wizards já tomou essa linha da interatividade com o d&d 4e, pena que seja pago. Mas é um exemplo a ser seguido por outras empresas. Eu mesmo nem tenho os livros da 4e, mas estou conduzindo uma campanha, só pdfs e o character builder.
    Mas assim, quando comecei a jogar rpg, foi por que me interessei em uma materia numa revista de videogame, tentei encontrar outras pessoas que jogavam, comprei revista especializada (dragão brasil), comprei livros (caixa da abril com d&d) e chamei amigos pra jogar.
    Hoje em dia, tudo é mais facil, basta acessar a net, tá tudo ali, só basta baixar, talvez por isso não estamos tendo tantos jogadores tão ativos quanto antes.

  8. Gilson • RPG • educação
    jul 13, 2009 @ 19:24:57

    Gnoelfo, o acesso à internet no Brasil ainda é muito restrito. Há estudos, dados e estatísticas. Infelizmente não tenho nenhum local para lhe indicar agora.

    Nem todo mundo tem computador em casa. Alguns dos que tem não tem linha telefônica. Ou os que tem linha não tem banda larga e não podem usar tão a vontade. Uma quantidade imensa só tem os cybercafés, precisando conseguir dinheiro para pagar pelo uso, pois não dispõem de dinheiro fácil em mãos como uma boa mesada.

    E, segundo as palavras do administrativo da editora Devir na RPGcon, o percentual de livros vendidos tem aumentado em relação aos anos anteriores.

    Gilson

  9. Thiago
    jul 13, 2009 @ 19:31:32

    Realmente você tem toda razão valberto. Alem de ser dificil encontrar alguem que quer “perder tempo” jogando RPG, é dificil encontrar alguem que não vai criticar o seu jeito de mestrar/jogar, no meio da sessão, pra piorar.
    Isso só assusta os novos jogadores que vão na sua primeira sessão de rpg pensando em encontrar pessoas se divertindo e acaba encontrando pessoas disputando o titulo de melhor jogador, o mestre que conhece 200 sistemas diferentes ou que joga a mais tempo.

  10. valberto
    jul 13, 2009 @ 19:34:28

    Interessante vc ter tocado nisso Gilson. Era um assunto para um post futuro (será que a internet é essa Coca Cola toda que falam por aí?). Mas resolvi colocar algumas impressões por aqui mesmo.
    O acesos a internet vem crescendo rápido. MESMO. Hoje é muito fácil comprar um computador que já sai da loja com acesso sem fio. E nem mesmo é tão caro. Uma banda larga móvel custa 50-100 reais por mês. Um computador “casas bahia” sai por 900 reais (ou 23 pagamentos de 99,90). Ou seja, hoje ter computador é quase a mesma coisa que ter HDTV. Isso quando os eu prédio ou a sua cidade não conta com a famigerada internet via rádio.
    Mas será que essa massa de novos usuários sabem usar o computador? Duvido mesmo. Computador não é a mesma coisa que ligar e desligar a TV. E se sabem, vão se interessar por RPG, com tanta coisa para fazer on line?
    Acho que vale a pena pensar em tudo isso.

  11. Gun_Hazard
    jul 14, 2009 @ 13:55:55

    Todos os extremos são ruins.

    RPGs complexos demais tem um público pequeno, simples demais perdem a graça rápido (às vezes nem tem graça).

    Comunidades simples e basicas demais geralmente não sustentam os anseios dos veteranos, e as complexas e criticas demais são dificeis para os novatos pegarem o ritmo. Comunidades Rigidas demais são Chatas, as mais abertas geralmente viram ‘Casa-da-Mãe-Joana’…

    Neste contexto eu pergunto onde está o caminho do meio?

    Sobre o comportamento do “Potencial Jogador de RPG” concordo com o Vaberto que é necessário novas mídias e novos atrativos (mas issso não irá eliminar o fato de as gerações mais recentes estarem mais preguiçosas).

    Sinceramente eu acreditava muito no potencial do RPG Quest. Mas a impressão que tive foi que houve uma má administração da divulgação do produto por parte da editora.

  12. Gilson • RPG • educação
    jul 14, 2009 @ 17:47:42

    Em 2006 ou 2007 uma colega perturbava dizendo que a maioria das pessoas usavam banda larga. Bem, este é o universo dela. Como sabes, pesquisa é bem mais ampla.

    Meses depois saiu uma matéria na Veja ou IstoÉ ou no jornal local, não lembro infelizmente. Lá mostrava parte do mapa da internet e computador como item na casa do brasileiro. Era pouca acessibilidade para tanta gente.

    Meses atrás em 2008-2009 li o comentário do D3 sobre a maioria dos jogadores de RPG no Brasil não estar em contato com o universo do RPG na internet. E no começo de julho ministrei um minicurso da aplicação do RPG na educação para professores/as e futuros professores/as na Universidade do Estado do Pará. Aqui são dois pontos: a maioria não tinha internet fácil e os que já conheciam RPG (uns 6 do total de 30 pessoas) estavam totalmente “por fora” de qualquer site ou blog. Um comentou “agora tem até Vampiros do Oriente”, mas conhecia as duas edições do Mundo das Trevas de Vampiro.

    Gilson

  13. Gilson • RPG • educação
    jul 14, 2009 @ 17:55:03

    Beleza, Gun?

    Eu me refiro a RPGs simples para jogadores iniciantes. Esses dias coloco no ar esse meu último projeto, que é um RPG para quem já joga ensinar novatos. Tem ficha e aventuras prontas. Penso em algo assim há muitos anos, mas não sabia como fazer.

    O RPG Quest era/é realmente muito bom, pelo fato de ter miniaturas e mapas de combate para os novos jogadores que não tem alguém para mestrar e explicar. Eu fiquei muito perdido para entender o Dragon Quest, meu primeiro RPG.

    Gilson

  14. Gan
    jul 14, 2009 @ 22:55:31

    Excelente texto!
    De fato é o que acontece, aliás há 15 anos atrás era possível comprar o first quest da Abril por algo beirando 40 reais, vinha kit de dados, minis, CD, regras básicas e 4 aventuras e era AD&D. Acredito que esse tipo de coisa falte hoje em dia. GURPS é horrível diagramado, não tem nada de storyteller nesse sentido, o D&D 4a edição tem 3 livros dos jogadores. De fato a coisa toda ta indo por um caminho que assusta essa mulecada.

  15. Peter Primordial
    jul 15, 2009 @ 00:09:36

    Grande Valberto,

    olha que essa é a mesma sensação que eu tenho, você sabe que eu mantive o RPG LIVRE durante 14 meses aqui em sampa, de graça, e é impressionante a baixa, quase nula participação dos veteranos, graças aos deuses do rpg, os poucos que participaram eram super gente boa. E rolaram umas mesas altamente inovadoras, esse pessoal da antiga é extremamente bem versado em rolar desde mesas ultra-mega-boga detalhadas até aventuras saidas do nada absoluto.

    Pena que a maioria (não todos) sofra desse pedantismo que você sagazmente percebeu…

    E volto a dizer, se não tiver quem ensine, ajude e dê dicas aos novatos, vamos continuar com meia dúzia de novos gatos pingados a conhecer o rpg, e principalmente a continuar a joga-lo. Porque realmente, com tantas coisas pra se fazer, tem que estar a fim mesmo, de perder uma tarde de fim de semana pra sentar numa mesa, com papel e lapis e rolar uns dados esquisitos.

    @Gun_Hazard:

    “Neste contexto eu pergunto onde está o caminho do meio?”

    Respondendo por mim, esta em deixar o pré-conceito de lado e deixar de achar que o rpg XYZ é muito simples, ou muito complexo, que comunidade de FULANO é rigida e critica, que a de BELTRANO é uma zona, casa da mãe joana e coisas do tipo.

    O impressionante é como os rpgistas que são um nicho quase inexistente do mercado editorial (pelo menos em termos de lucratividade), são controversos e arredios com quase tudo, tudo é motivo pra briga, discordia e mimimi. É isso que tem que parar.

    Divergencia de opiniões é uma coisa, é até saudavel, promove o debate claro e limpo, agora trollzice, sacanegem e putaria é demais num mercado de nicho tão pequeno.

    Tem que evoluir, quebrar paradigmar e mudar.

    e

    @Gilson

    independente da internet, eu comecei a jogar por intermédio dos saudosos livros jogos (aqueles verdinhos), caixas importadas de portugal e eua, numa epoca que não tinha internet, revista nem nada, só anos depois descobri a forbiden planet do shopping pompeia nobre, as caixas de D&D da GROW, e os EIRPGs e a dragão brasil.

    E quer saber o mais incrível, eu meus amigos de escola, particulares e muitos outros sobrevivemos a isso sem trauma algum.

    Claro que hoje é dificil viver sem internet e pc depois de te-lo experimentado, assim como pra qualquer pessoa comum deve ser um inferno ficar sem TV e radio, celular então, conheço gente que morreria se perdesse o celular, engraçado que 20 anos atras isso não ocorreria.

    A internet é ótima, ter ferramentas e o escambau online é otimo, mas quer saber, isso só acontece porque tem pessoas por tras disso, as ferramentas não se montam sozinhas, os pdfs não aparecem do nada no meio da nuvem digital, e por ai vai.

    Claro que eu sei que as pessoas aqui, o Valberto, Gilson, Gun, sabem disso, mas vocês ficariam espantados com a quantidade de gente que nem faz ideia que o rpg pode ser jogado até sem papel, lapis e dados.

    —–

    Mas é isso que acontece atualmente? Não! Infelizmente ainda acontece de grupinhos fechados, pessoas que se acham o máximo da evolução transcedental porque fazem ROLE PLAY, pessoas brutais que só querem esmagar e bater, cuspir d20s e se acham os tais porque tem bandeira, selo, carteira e o carvalho A4 oficial, é infelizmente é assim… Maçãs podres existem desde que existem macieiras, fazer o que? Melhor deixa-los de lado, e cultivas suas maçãs boas, que perder tempo com gente assim.

    Quer fazer algo de bom para o rpg, reserve 2 horas do seu tempo e ensine um grupo de crianças, é maravilhoso ver nos olhos delas a emoção que sentiamos quando descobrimos o rpg, isso sim não tem preço que pague.

    ah, e

    @Valberto

    400k com muita má vontade, viu, é possivel fazer até online:
    http://iphoneipodwebapps.blogspot.com/2007/10/iphone-game-dice-roller.html
    esse ai tem menos de 50k. E mesmo que tive 1mb, um agrado sempre é bom, e todo mundo gosta.

    A criançada adorava quando o tesouro era em bala, chocolate, pão de queijo e outras guloseimas, mais que moedas de ouro…

    abraços a todos,
    Peter Primordial

    e desculpem o desabafo, nada pessoal com ninguém aqui, mas tem hora que é PHod@, com PH mesmo.

  16. Gilson • RPG • educação
    jul 15, 2009 @ 16:26:03

    Já está no ar mais um RPG para ensinar, o Aventura RPG!

    http://rpgsimples.blogspot.com/2009/07/criacao-de-jogos-aventura-rpg-pronto.html

    Gilson

  17. Dr. H
    jul 16, 2009 @ 20:34:43

    Alguém disse NanoRPG?

    Sistema simples em d6 com 15 páginas contendo TUDO que precisa pra jogar em qualquer cenário: http://nanorpg.wordpress.com/

  18. Trackback: Jogos para Iniciante – Seja Simples não Simplista. « Falha Crítica
  19. Alexandre Fnord
    jul 18, 2009 @ 11:49:13

    Com certeza todos que comentaram tem algum bocado de razão…

    Agora, analisando o que o Valberto falou, creio que seja muitíssimo importante separar o RPG jogado pelos gringos e o jogado pelos brasileiros… Assim como o Gilson falou [e eu vi reportagem. Não foi uma SuperInteressante? Tenho quase certeza!] a internet ainda é uma possa d’água no deserto. Tem gente que joga Playstation e chega pra me dizer que o melhor RPG é ‘x’ ou ‘y’. Não sabem o que é RPG, que não seja eletrônico.

    Qual a grande vantagem do Ragnarok [usando o exemplo que o Valberto deu]? Ter esses acessórios, bônus e etc. E ainda serm em português… Uma coisa que muitos não levam em consideração é que assim como a internet ainda é artigo de luxo, muito mais escasse é o número de brasileiros que lêem em inglês. Para o RPG brasileiro, acredito que seja irrisório citar, por exemplo, o D&D Insider. Precisa de acesso a internet e ainda precisa saber ler em inglês…

    Desculpem, mas acho que essa solução, assim como outras muitas que existem, nem devem ser levadas em consideração, quando se fala em RPG no Brasil…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: