O meu primeiro TPK em anos

Pois é amigos. Eu evitei ao máximo, mas não teve como conseguir. Tivemos um TPK neste último final de semana. Fotos do evento podem ser vistas no enedreço http://vortexrpg.blogspot.com/2010/04/balanco-1-encontro-d30.html. Durante o 1° Encontro d30 2010 eu mestrei uma mesa chamada “Terra Sitiada”. A sinopse e o os jogadores seguem abaixo:

Nome do Mestre: Valberto “Betão” Filho

Sistema/Cenário: D&D 3.X – Cenário Próprio

Horário de Abertura: 13h30

Nº de jogadores: 6

Nome da Aventura: Terra Sitiada

Sinopse da Aventura: Um grupo retornando à sua terra de origem descobre que suas antigas vilas estão sob o domínio de um grupo perigosíssimo de bandidos. Na verdade, não são bandidos, mas soldados mercenários, de uma guerra que esta prestes a começar.

Jogadores Inscritos/Personagens

– Renato Moreira – Dornar Firedrake (humano – Paladino 5)

O seu nascimento foi ofuscado por um terrível trauma. Sua mãe morreu ao dar-lhe à luz. Criado pelo pai como um nômade no deserto, ele foi criado com a ajuda de seus parentes, todos comerciantes. Por suas viagens Dornar presenciou os horrores da Guerra e sabe muito bem que ela deve ser evitada a qualquer custo. Conheceu sua esposa em sua última viagem e está indo para a vila dela a fim de conhecer seus pais.

– Rodrigo Noleto – Brenda Firedrake (humana – Maga 5 – Evocadora)

Brenda foi criada por seus pais na vila de Coldwater. Seus pais são aventureiros aposentados e hoje estão muito velhos. Ela foi criada na pequena torre da família, próximo ao lado que é alimentado pelo rio que dá nome à cidade. Bondosa e curiosa, na sua primeira viagem ela conheceu Bariarus, sendo que ele é seu melhor amigo.

– Sweldma (Suca) – Arathil Longspear (Elfo/a – Clérigo da Natureza 5)

Nascido na pequena comunidade de elfos ao sul de Coldwater, Arathil cresceu para assumir seu lugar no Conclave do Unicórnio Perolado – uma sociedade de druidas e elfos que jurou defender as matas nativas onde vivem esses magníficos animais. Sua infância foi rica de experiências, mas um tanto solitária, pois é filho único. Sua melhor amiga é Sigurd, a barda. Ele nutre por ela um profundo amor, mas é tímido demais para revelar seus sentimentos.

– Rafael Boborny – Bariarus Brimstone (Anão – Ranger 5)

Bariarus nasceu de uma família de anões muito pobre. Toda a sua infância e adolescência foram recheadas de provações, necessidades e escassez de recursos. Isso não o impediu de buscar riqueza ao seu modo, especializando-se em invasões furtivas e ações moralmente questionáveis. Seus melhores amigos no mundo são o casal Firedrake. Dornar às vezes questiona seus maios, mas sabe de seu bom coração.

– Pablo NogueiraSammy Oldfur (Halfling – Ladino 5)

Sammy não consegue se recordar de ter recebido qualquer informação sobre o seu nascimento. Sabe apenas que, segundo o chefe da aldeia onde ele nasceu, ele nasceu “no inverno”. Pouco depois do seu nascimento Sammy e sua tribo foram expulsas por conquistadores orcs que queriam um valioso minério que estava abaixo de suas terras natais. A viagem até Coldwater foi dura e penosa e culminou com a morte de muitos de seus parentes. Sua única irmã viva, Cléia, trabalha na taverna da cidade de Iron Crown.

– Bruno Galvão – Sigurd Deathcry (Humana – Barda 5)

Se a vida fosse uma festa, Sigurd jamais a deixaria. Descendente de antigos guerreiros e conquistadores das terras bravias do norte, Sigurd foi criada sozinha pela mãe em Nortshire, a poucos quilômetros de Coldwater. Com a mãe ela aprendeu o poder do canto e da coragem e sua herança como herdeira das tradições dos bardos de batalha. Sigurd sabe que Arathil nutre por ela grande amor, mas ela prefere não estragar a amizade de ambos com tolices românticas.

A história começou bem. Mas como era um evento e o grupo não se conhecia, logo desandou. A mesa ficou polarizada entre dois grupos: o casal Firedrake com a barda e os outros (o ranger,m o ladino e o clérigo).

Confrontados com um impasse e em menor número o grupo acabou destruindo um artefato mágico de grande poder. A explosão resultante matou todas as pessoas num raio de centenas de metros, aniquilando o exercito invasor, a cidade sitiada, todos os moradores e os heróis também.

O que eu aprendi disso tudo? Que não importa o quanto a aventura seja simples: os jogadores vão dar um jeito de desmantelar tudo e sempre, sempre vai existir alguém com um instinto destrutivo (no caso o paladino que detonou o espelho mágico do teletransporte – um artefato mágico de grandíssimo poder).

Foi divertido? Bom foi para mim, mas questiono se a mesa realmente se divertiu como um todo. Eu sempre questionei muito o fato dos jogadores conseguirem se divertir quando estão em lados tão diametralmente opostos e polarizados como foi o caso. De propósito eu não coloquei as tendências na ficha e deixei que os jogadores escolhessem, eles mesmos, que cor  tom dariam aos personagens. Devo dizer que me surpreendeu o ranger Rafael e as escaramuças de amor do casal Firedrake. Decepcionou-me a falta de postura da barda  – que tinha tudo para ser o ponto alto da mesa.

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Jagunço
    abr 19, 2010 @ 11:45:06

    É, meu caro… Não tem jeito. Ou tem? Pelo menos fora de eventos?

    Sempre tive vontade de narrar campanhas com fantasmas de grupos de TPK (não é novo, mas é divertido). Isso dá um post, não? :)

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