Trabalhando em Equipe – no cinema

O fascínio pelas equipes

Para o que eu estou olhando, exatamente?

Clay e seu grupo.

“Clay e seu grupo? Parece nome de algum pornô barato…

(The losers)

Estava vendo esses dias a profusão de “equipes” que vem abundando os cinemas mundiais. Temos de tudo, desde filmagens com atores de ação dos anos oitenta (hoje sessentões e com a primeira participação Stallone / Schwarzenegger), filmagens com atores novos (The Losers) e até mesmo refilmagens de clássicos (A team).

Ao que parece o cinema deu uma “pausa” no super agente/operativo/soldado que faz tudo sozinho, como era o mote dos filmes até muito pouco tempo atrás. Ao que parece é muito mais divertido ver os conflitos e as situações que rolam entre uma equipe do que o que rola na vida de um cara só. Não é à toa que nenhum filme esta sendo mais antecipado pelos cinéfilos fãs de quadrinhos do que os Vingadores. Dois deles já deram as caras por aí (Homem de Ferro e Hulk) e tasers de outros filmes como Thor, Nick Fury, e claro o primeiro vingador, o Capitão América.

Mas o que os esquadrões, se é assim que podemos chamar, tem de tão atrativo? Por que é que estes filmes voltaram à tona depois de quase duas décadas de hibernação? O que é uma equipe?

B.A. Baracus: Nós não vamos voando dessa vez, vamos?

Hannibal: Sim, nós vamos.

B.A. Baracus: Você não vai conseguir me drogar desta vez. Eu vou estar de olho em você o tempo todo.

Hannibal: Neste caso, você vai mesmo beber este último gole do seu leite?

[B.A. finalmente percebe que já foi drogado, levanta o punho em protesto e depois desaba como um saco de batatas]

Hannibal: Acho que não…

(Esquadrão Classe A)

Se tiver uma coisa que gostamos quando vamos ao cinema é nos identificar com o ator ou com a situação proposta na tela. Todo mundo que vai ver algum filme que gosta pensa, mesmo que inconscientemente, como seria bacana ser aquele personagem. Quantos garotos não saíram da sala de projeção direto para a academia de ginástica ou para o dôjo de artes marciais por causa de filmes de atores como Bruce Lee ou Stallone? Eu tenho um amigo meu que está estudando Kung Fu na China porque ele viu um filme de Jet Li que simplesmente mudou a sua vida e a forma dele pensá-la.

E é muito mais bacana quando tem mais de uma pessoa para você se espelhar. Todo mundo tem alguma particularidade que chama a atenção. Pode ser que você seja bom de briga, ou um atirador exímio, ou bom com computadores, ou ás do volante, ou líder com planos mirabolantes, ou… quando temos um grupo de indivíduos que são bons em suas áreas de trabalho, mas que só podem conseguir um determinado feito com o trabalho conjunto, temos um tipo de atrativo muito especial. Soa parecido com alguma coisa que você conhece, e digamos, joga de vez em quando com um grupo de amigos na mesa da cozinha?

Aliás, um dos atrativos que este tipo de mídia tem é o trabalho em equipe. E quando eu falo trabalho em equipe é isso mesmo que eu estou falando. Fazer as coisas juntos, como um verdadeiro relógio ou mecanismo bem oleado. É diferente dos trabalhos da escola que eu costumo receber em que cada um faz uma parte em separado e depois alguém “junta” todos os pedaços. Neste caso a soma das partes nunca dá um todo muito bom. Ao passo que, num trabalho em que todos trabalham juntos, o resultado é bem melhor. Nada mais interessante do que ver na tela o engajamento e o entrosamento de seus membros. É esse engajamento que dá um sabor especial ao trabalho de equipe que nenhuma outra forma de trabalho tem. Você tem que confiar que o outro cara vai estar lá na hora combinada, assim como ele sabe e confiará que você também estará lá no momento certo.

E ao contrário do que a maioria das pessoas pode pensar o brilho de uma equipe não jaz no seu trabalho de “vamos quebra tudo na tela” e sim nos momentos entra o quebra-quebra. Como não rir das discussões entre Tocha Humana e Coisa no Quarteto fantástico ou mesmo as loucuras entre B.A. e Murdock do Esquadrão Classe A? Eles são uma família. Mas ao contrário da nossa, onde nascemos, nós escolhemos quem são os nossos irmãos.

Ok, eles tem um pequeno exercito do lado deles. E o que nós temos? Quatro homens e meio.

Muito engraçado…

(The Expendables)

O poder das pequenas equipes já foi comprovado largamente pela ciência e pela estratégia hollywoodiana de filmes e seriados. O que um exercito não é capaz de fazer, cinco ou seis caras com o equipamento certo (ou as vezes nem isso) vão lá e realizam.

Acredito que nesta atual safra a melhor coisa que podemos fazer, além é claro de se entupir com pipoca e guaraná na frente da TV é aproveitar a idéia das equipes e tentar ser mais “equipe” no seu grupo de RPG. Como? Sendo, oras.

Veja por exemplo o relacionamento de Legolas de Gimly. Quem não gostaria de ver algo parecido rolando na sua mesa de jogo? Basta agir daquela forma. Dê o primeiro passo, os outros vão entender. Num bazar compre algo para um colega de equipe que não tenha a ver com a missão. Uma saia para uma guerreira resoluta pode ser algo bem divertido… e perigoso.

Outra coisa que temos que ter em mente são os arquétipos, que neste tipo de mídia facilita a diversão. Temos o Líder, o Barra-Pesada, o Infiltrador, o Especialista e o Piloto. Outros podem aparecer como o sniper, o especialista em artes marciais, a femme fatale, o maluco, mas todos fazem parte, a meu ver, do nicho do Especialista. Se não analisemos o Esquadrão Classe A:

Hannibal Smith – especialista em disfarces e líder.

Templeton Peck – infiltrador e ator.

B.A. Baarcus – especialista em armas pesadas e mecânico.

Murdock – piloto e pirado.

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Arquimago
    maio 16, 2010 @ 12:04:17

    “Agentes da Liberdade”?

    Boas dicas, e realmente, o interim das cenas de açao muitas vezes e mais interessante.

  2. valberto
    maio 16, 2010 @ 22:39:57

    Hmm. nem tinha pensando em agentes da liberdde, mas tá valendo.

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