Mighty Blade II

Um RPG nacional que faz com classe o que muito RPG gringo não consegue.

Quando vi MB2 pela primeira vez eu fiquei mesmerizado pela sua simplicidade e facilidade de jogar. Foi um jogo que eu peguei as regras na 1ª leitura. Provavelmente é o jogo de fantasia medieval mais “friendly user” que eu já tive o prazer de colocar os olhos em cima.

Não apenas isso, mas o seu criador criou uma comunidade bem unida e uma boa base de fãs, a partir de um cenário bem costurado e de suplementos on line cuja qualidade transcende muitas outras revistas – inclusive algumas físicas. A facilidade de acesso e uma espinha dorsal bem definida fazem do MB2 o jogo perfeito para quem nunca jogou RPG: pegue uma raça, uma classe, escolha dois poderes, compre os equipamentos e pronto para jogar. As opções são as comuns de fantasia medieval, com as classes e raças mais comuns e algumas nem tão comuns assim. De raça temos no livro básico os Humanos, Elfos, Halflings, Anões e Orcs. Nas classes temos a presença do Espadachim, do Guerreiro, do Paladino, do Bárbaro, do Ranger, do Ladrão, do Feiticeiro, e do Sacerdote. Nada fora do comum para quem já está acostumado. Na verdade pode ser um pouco frustrante para o jogador “velho de guerra” acostumado com raças exóticas e classes diferenciadas. Mas para quem nunca jogou e não sabe a diferença de um escudo para uma maça, de um ladino para um paladino o livro é excelente explicando tudo de maneira fácil e direta.

Mas não se preocupe. Tudo o que o livro não cobre pode ser baixado graciosamente no site do criador do jogo. Aventuras, novas raças, novas classes, novas armas, magias, habilidades… tudo pode ser encontrado lá.

O sistema segue a velha receita de facilitar ao máximo. O jogo usa apenas 2d6 (às vezes 3d6) comuns. O dano é fixo, exceto sob certas condições (crítico, por exemplo). Se o dano da sua espada for, digamos 20, todo ataque que você acertar causará 20 pontos de dano, sempre. As magias têm texto curto e bem absoluto. O livro é competentemente ilustrado. Nada fora do comum. Na verdade o estilo se parece muito com as ilustrações de Tagmar (1ª edição) pela sua simplicidade rústica. O artista é esforçado e cria uma imagem – identidade – junto com o texto que é fácil de seguir. O texto é fluído e simples, mas mereceria uma revisão final melhor: ele contém algumas dezenas de erros de concordância verbal e alguns erros de tipologia. Mas não é nada que atrapalhe a leitura do texto – ou a curtição do texto.

O livro foi pensado para personagens até o 10° nível, mas pode ser escalonado além disso, se o mestre ou os jogadores assim desejarem. O sistema de experiência também é muito simples. Difícil crer que o livro coloque tanta coisa junta e apenas 80 páginas (raças, classes, armas e equipamento, magia, monstros, experiência, seção do mestre, itens mágicos…) mas tudo é muito bem arrumado.

O custo do livro é irrisório. Ele tem tudo para ser o presente que você queria dar para aquele seu sobrinho que esta se interessando por RPG, mas não tem grana para D&D4, Dragon Age, Tormenta ou qualquer outra coisa.

Minha avaliação sobre ele foi tão boa que eu pretendo colocar matérias periódicas sobre o sistema aqui na minha página.

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Arquimago
    maio 22, 2010 @ 09:05:10

    Me junto a você! Comprei o meu também e fiquei super satisfeito, acho que mesmo para os “velhos de guerra” pode servir para um jogo rápido ou simplesmente por saudosismo de algumas cosias.

    Já conhecia o jogo em pdf, mas não tinha conseguido jogar com ninguém ( estava sem jogar RPG fazia um tempo) mas quando saiu o livro, tive que comprar para incentivar o autor e quem sabe animar o povo aqui XD

  2. AlyssonRPG
    maio 25, 2010 @ 20:46:14

    Então! O RRPG FireCast fez 1 parceria com o Coisinha Verde, e vamos sortear 19 livros Mighty Blade impresso em gráfica!!!!

    Alguem se interessa?

  3. Gun Hazard
    jun 07, 2010 @ 10:27:22

    Bom, não lembro onde ouvi falar do Mighty Blade, pela primeira vez, mas lembro da primeira vez que li e fiquei pensando: “Pena que não tinha isso quando eu comecei a jogar”

    Todo mundo que me pergunta sobre um bom jogo para iniciantes agora só ouve a recomendação do Mighty Blade.

    Achei ele excepcional.

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