Locais para ir, pessoas para visitar

 

 

O que faz com que as localidades de fantasia medieval de um modo geral sejam fantásticas, além, óbvio, da presença de criaturas como elfos, anões e dragões? Em uma única resposta: existem lugares para ver e pessoas para visitar.

Quando falo lugares e pessoas, enquanto mestre de jogo, eu me refiro a plots e ganchos de aventura. Diferente do mundo real em que muitas cidades não possuem atrativos reais, as localidades de fantasia precisam de um objetivo para existir. Mesmo que seja um lugar seguro para passar a noite numa cama quentinha.

Partindo desta premissa, cada cidade pode ser uma fonte infindável de bons NPCs e bons lugares para ir. Não se impressione com o tamanho do lugar. Cidades pequenas também são grande fonte de aventuras. Na verdade, eu me arrisco a dizer que quanto mais longe você está da capital, mais chances de encontrar personagens exóticos e locais perigosos você tem.

Imagine uma cidade que fica a beira mar. Perto dela, um farol. Pronto, já temos um porto comercial e um farol. Adicione um templo da deusa do mar, uma mansão decadente de um outrora rico comerciante, e uma torre de um mago recluso e você já têm muitos lugares para visitar e pessoas para conhecer.

Pontal das Rochas é uma vila movimentada na costa oeste. Um porto natural para navios e embarcações a vila surgiu quando a área foi mapeada para rotas comerciais. Um farol foi montado para auxiliar os navegantes e a vila prosperou. Não demorou muito para que clérigos da deusa do mar fossem chamados para abençoar as águas e praticamente desde a fundação da cidade um templo da senhora das profundezas faz da cidade sua sede. Entre as dezenas de armazéns e lojas existem algumas especializadas em armas exóticas ou diferentes, vindas das distantes terras dos elfos ou de terras ainda além.

Mas nem tudo são flores. Com a melhora na construção de navios eles podem passar mais tempo no mar sem precisar vir à terra para se reabastecer. Desta forma, muitas naus mais modernas evitam o porto por não precisarem dele, usando simplesmente portos mais distantes. Isso colocou a economia local em decadência. A família dos comerciantes mais rica da cidade chegou a construir uma mansão numa colina no alto da cidade: de lá vê-se toda a cidade e o porto, o farol e um pouco além. Hoje a mansão está em clara decadência, com a queda paulatina dos lucros dos negócios.

Uma simples descrição como essa pode gerar uma série de boas aventuras. Basta que o mestre saiba “ler nas entrelinhas” e forjar algumas missões.

 

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Arquimago
    jan 09, 2011 @ 12:44:46

    Concordo.
    Mas por algum motivo quando li o começo, lembrei de deixar o mundo “mais perto do real” então nem toda cidade precisa ter algo, pode ser chata sim! Só para os aventureiros passarem, e depois chegar em outra mais interessante.
    Ou naquele momento ela pode ser simples, e só depois revelar seus segredos…

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