Itens Mágicos – use com inteligência

Itens Mágicos

 

O que é magia? A pergunta parece bem idiota, especialmente para os amigos que acompanham o blog e jogam RPG. Magia é uma parte tão comum na maioria dos jogos que fica até fácil citar os jogos e os estilos de jogos em que ela não aparece.

Entretanto o fato dela ser bastante comum não a torna facilmente compreensível. Em certos cenários é uma força caótica, incontrolável, que cobra um alto preço de seus usuários, drenando-lhes a saúde a e sanidade; em outros é apenas mais uma ferramenta dos dias atuais, quase uma ciência exata. Pode ser espalhafatosa ou discreta, com palavras ou gestos ou sem nenhuma delas. Enfim, pode-se escrever um RPG inteiro apenas com magos.

Mas uma definição bastante bacana de magia é a que eu vi numa série de livros “As aventuras do caça-feitiço”, se não me engano. Ela reza que a magia é apenas uma maneira instantânea ou pelo menos muito rápida de conseguir o que se quer. Imagino que você esta lendo este texto sentado numa cadeira em casa. Digamos que você sentiu sede e que vai até a cozinha, Abre a geladeira, pega uma garrafa, coloca a água num copo, bebe a água, coloca a garrafa de volta na geladeira, coloca o copo na pia para ser lavado mais tarde e só depois dessa maratona volta para terminar a leitura do texto. O que a magia faz segundo esta interpretação? Ela faz aparecer um copo de água ao seu lado e depois que você bebe seu conteúdo, ela faz com que o copo volte para a pia – ou para a estante, de preferência já lavado. Magia é, portanto, uma forma utilitária de conseguir o que se quer.

Tendo isso em mente fico realmente entristecido quando nas listas de itens mágicos tudo o que vejo são mais e mais maneiras de conseguir alguma vantagem direta em batalha, seja ele para ataque, dano ou efeitos a outros monstros. Não creio que exista nada errado em você ter uma espada mágica chamada Riplarann (rasga ferro) +4, lâmina afiada, veloz. Mas acho estranho que todas ou a grande maioria das listas que eu veja se refiram apenas a combate,

Mas Valberto, você pode questionar, normalmente jogos onde a magia se faz presente são de fantasia medieval. Muito desses jogos envolve um bom combate. Por que não deveria ser assim? Acredito que a pergunta não deveria ser essa. Acho que a pergunta correta seria “Por que não poderia pensar de outra forma?”

Se começarmos pensando a magia como uma forma utilitária de resolver problemas, temos itens que podem ser bem mais úteis que uma simples espada +2. Imagine um problema que pode afligir seu personagem durante o jogo e que não esteja relacionado diretamente ao combate e aí teremos alguma coisa. Que tal atravessar um rio com armadura completa?

Uma solução simples seria as botas de caminhar sobre as águas. Este item permite que o alvo possa caminhar na água como se fosse terra sólida. Vantagens óbvias.

Quer ver mais uma? Que tal uma com graduações? O anel da montaria. Este anel conjura um cavalo semi-real e translúcido, muito semelhante a um fantasma, que fica com o Personagem durante 12 horas. Os efeitos podem ser cancelados ou reativados antes do fim da magia, mas a montaria só fica presente por um período de 12 horas a cada 24 horas. A montaria só pode ser utilizada pelo conjurador ou por quem ele indicar e possui o mesmo deslocamento de um cavalo. Em +1, a montaria é capaz de andar em pântanos e lodo sem atolar, em +2, ela é capaz de andar sobre a água; em +3, ela trota sobre o gelo sem escorregar; em +4, ela é capaz de andar sobre a água e em +5, ela se torna capaz de andar sobre o ar (como se estivesse sob o efeito de Levitação).

Quando você pensar em magia e itens mágicos, pense no exemplo do copo de água. Pode ser que seja a diferença marcante na sua mesa de jogo.

 

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Nibelung
    mar 07, 2011 @ 13:42:52

    Vale lembrar que no mundo real, a grande maioria das invenções é voltada pra guerra, e só depois é adaptado ao mundo civil. E usando o exemplo da fantasia medieval clássica, a grande maioria dos mundos de campanha publicados estão em guerra, ou na iminência de uma.

    Eberron é um ótimo exemplo de como a magia está se adaptando na vida civil. Mas mesmo assim há pesquisas de novas armas e forjados em Cannith, rotas de transporte exclusivo mais rápidos em Orien, e animais mais fortes e resistentes em Vadalis. O que “sobra” vai pros civis.

  2. Arquimago
    mar 08, 2011 @ 11:05:35

    Concordo com vocês dois, pode ser que primeiro sai para guerra, mas depois vai chegar nos civis exemplo Reinos de Ferro.
    É bem legal ter essas bugigangas mágicas no meu grupo eu era um dos poucos que me preocupava com elas, claro que vi as armas e armaduras, mas muitas vezes só depois.
    Sobre o anel, daria o +4 “andar sobre líquidos” pois ele ja anda sobre a água ;

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