Yamato

Quando eu era pequeno eu tinha muita pouca coisa para fazer nas minhas tardes. Os meus passatempos favoritos erma ler gibis, recortar desenhos bacanas destes gibis para brincar com eles de histórias em quadrinhos móveis, brincar com meus bonecos articulados dos comandos em ação, e finalmente assistir TV.

Não quero soar nostálgico aqui, mas acredito que neste aspecto, tive uma excelente infância junto à telinha. Só para ficar no campo dos desenhos animados, pois se não a lista ficaria grande demais, pude ver as fantásticas aventuras de Flash Gordon, acompanhar as batalhas dos Herculóides, Galaxy Trio e Homem Pássaro, além dos impagáveis Impossíveis, Pirata do Espaço, Galaxy rangers, Thundercats, GI Joe, Trasnformers G1, só para citar alguns. Mas um deles me chamou a atenção: Star Blazers.

Star Blazers é a versão americanizada de “Space Battleship Yamato”. Para quem não sabe ou tem preguiça de dar um pulo na Wikipédia: “(…) Conta as aventuras da tripulação do encouraçado espacial Yamato, adaptado para viagens espaciais no ano de 2199, a partir do encouraçado japonês Yamato, afundando na segunda guerra mundial. Até então, seus destroços estavam encalhados no fundo do oceano. Foi adaptado para ser a última esperança da Terra na resistência contra os ataques do planeta Gamilon”.

Como eu adorava aquilo ali. Não apenas eu, mas todos os meus colegas de escola. Todo dia na hora do recreio, era padrão bater um papo sobre o episódio de ontem. Como não tínhamos videocassete prestávamos muita atenção nos episódios. Com oito ou nove anos de idade a história não ficava muito clara para mim, mas entendia o bastante para me divertir e para ser um grande fã da série.

Eis que algum tempo atrás, fiquei sabendo de um filme longa metragem, live action, sobre o velho Yamato. Não pude me conter de felicidade quando vi que os personagens estavam devidamente personificados por atores muito parecidos com os personagens do desenho e muitos dos designs da época foram transportados para o longa. Mas hoje eu pude ver o filme e posso dizer que foi uma verdadeira obra-prima.

A maneira como eles conseguiram não-sei-quantos episódios da saga “Busca de Iscandar” em pouco mais de duas horas de filme foi apaixonante. As sequencias de combate espacial são divinas, mas o que me chamou a atenção foi a maneira como a ideia de auto-sacrifício por um bem maior são colocadas no filme de forma natural, e em alguns casos, até mesmo selvagem. O filme está repleto de honra, esperança, auto-sacrifício, a busca por pertencer a algo maior. Quando Kodai Susumu (Wildstar no versão americana/brasileira) se sacrifica para explodir a nave-bomba Gamilon eu quase chorei. Foi um filme magistral.

Os americanos poderiam aprender um truque ou dois com este tipo de adaptação, de como fazer de uma obra grandiosa para seu tempo ressoar de forma significativa nos dias atuais. Só mesmo uma obra de arte como esta para me tirar de minhas merecidas férias.

Vejo vocês outro dia.

3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. rsemente
    jul 12, 2011 @ 19:16:43

    Depois dessa já estou baixando a série para assistir :)

  2. valberto
    jul 13, 2011 @ 09:38:04

    Veja 1° o filme.

  3. Álvaro O Bardo
    ago 04, 2011 @ 23:59:55

    deu vontade de assistir vou procurar!!!

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