A Cesar o que é de Cesar.

Sempre admirei o bom trabalho, não importa de onde ele vem. Bem, “não importa” é um pouco forte e bem genérico. Na verdade eu costumo medir muito do que admiro não apenas pelo trabalho realizado, mas pela ética do autor do trabalho. Chego até mesmo a deixar de ouvir certos cantores, acessar certos blogs e prestigiar certas mídias pelas opiniões por seus autores retratada. Como um humanista, não posso deixar de unir a obra e o criador num único pacote.

E quando o assunto é RPG, não poderia ser diferente. Não posso deixar de ver que o mercado hoje está efervescendo, vencendo com criatividade e atitude a assim chamada “crise do RPG”. É uma resposta bacana, baseada no amor que sempre permeou os praticantes de RPG no Brasil, somada com uma atitude que eu não via a muito tempo, chamada “lets do it”. O lets do it (nada a ver com a Nike) é um ideal de trabalho do período antes da internet. Quando não havia livros e revistas de RPG no Brasil. Se você queria alguma coisa, você simplesmente ia e fazia o que tinha de ser feito. MUITO LEGAL ver que esta atitude não morreu e novas editoras vêm surgindo apostando em propostas de design que foram discutidas na última década que passou.

Neste ambiente frutífero vale a pena apontar aqueles que realizam um bom trabalho. Na verdade, um excelente trabalho. E para começar a rasgação de seda quero dar os parabéns para um dos game designers em atuação no Brasil hoje em dia: Guilherme dei Svaldi.

E quem é você para dizer isso, Valberto? Por que eu deveria simplesmente acreditar na sua opinião para apontar o talento deste cara? Como vou saber que você não esta simplesmente “puxando o saco” do cara para conseguir alguma coisa com ele? Bom, se você me conhece minimamente sabe que eu só puxo o saco de duas pessoas nesta vida e olha que estas duas pessoas não têm saco: minha esposa e minha mãe. Outra coisa: quem me conhece sabe que eu não sou de fazer elogios  e se eu digo que alguém tem talento, pode correr atrás que o cara provavelmente tem. Ou isso ou me enganou muito bem – o que não é o caso aqui.

E como eu sei que o Guilherme é um bom Game Designer? Simples: ele encontrou uma solução para lá de bacana para um problema mecânico que eu venho enfrentando desde abril de 2008. Eu sempre gostei de experimentar coisas no jogo e uma das coisas que eu mais gosto é dar opções aos personagens. Em 2008 eu criei um sistema que premiava os jogadores que adotavam escolas de combate. Mesmo a ideia sendo muito boa, mecanicamente ela era muito ruim. Precisava de 12 níveis para ter alguma habilidade especial digna de nota e algumas estavam desbalanceadas.

O que o Guilherme fez para resolver este problema? ele criou um engenhoso sistema que ao gastar um ponto de talento (feats) você ganha duas manobras de combate e três pontos de energia para usar essas manobras em luta. Sistema simples que resolveu o meu problema. Dividindo esse sistema em Golpes, Posturas e Escolas ele fez com que eu tivesse vontade de comprar o meu primeiro livro de Tormenta: o Manual do Combatente. Pode ser que tenha algumas aberrações no meio do livro, mas pelo que eu vi até agora está bem equilibrado e divertido de usar.

Por isso, palmas para o Guilherme. Ele merece.

 

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Álvaro O Bardo
    jul 15, 2011 @ 00:38:37

    Bem interessante essa mecânica mesmo

  2. Trackback: Posts que me “fizeram a cabeça” essa semana « Velhos amigos, novas histórias…

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