Criar ou usar o que já existe?

Acho que uma das coisas que todo jogador de RPG gostaria é de ver seu sistema publicado em algum lugar. Mesmo que não seja efetivamente publicado, a idéia de escrever um sistema é muito tentadora. Por que? Porque você é que define as leis do seu mundo. Você vai dizer a gravidade, como andar, como correr, como soltar bolas de fogo pelo traseiro e muitas outras coisas. Você pode criar raças fantásticas, monstros aterradores, itens mágicos incríveis. É, acho que deve ser o mais próximo que existe em bancar Deus (a não ser que você seja o inventor de um jogo como Fable, ou Skyrim).

E devo dizer que é uma das coisas mais excitantes que alguém pode fazer. Dia desses encontrei rascunhos de 1997 de um sistema que eu estava escrevendo na época. Incrível. Não que ele seja bom ou ruim, mas, é um tipo de projeto que vamos e voltamos com ele anos à fio. De boa, deve ser um dos vícios improdutivos que mais acometem os jogadores. Não me leve à mal. Não é ruim querer escrever o seu sistema. Eu, vira e mexe, escrevo o meu também. Mas vale para um pouco com as tabelas de poderes por classe e nível e verificar se não existe nada por aí que se adéqüe às suas necessidades. Melhor falando, será que já não existe um notebook do jeitinho que você quer, por um preço adequado ali na loja da esquina ou você vai ter mesmo de criar o notebook dos seus sonhos do nada?

Recentemente eu comecei a escrever – rascunhar – um novo sistema que deveria servir como alicerce para um outro cenário (escrever cenários é ouro vício…) em que existiam apenas humanos. Bom, eu comecei a adaptar o D&D 3.5 para o serviço, mas quando me deparei com a regra de armadura quase que tenho um troço. Mesmo com a ajuda da lista d30 DF eu não estava me sentindo à vontade para terminar o serviço. Alterar o “core system” pode fazer muita coisa dar errado.

Eu já estava pronto para desistir deste sistema – como fiz com tantos outros – quando eu vi uma postagem no facebook que me abriu os olhos para outras possibilidades. Um link para uma postagem muito bacana, de um grande amigo meu. É o teste de um sistema, escrito por outro amigo meu, que pode ser a resposta que eu precisava para o cenário que estou criando.

Desta forma, estou abandonando as maquinações mecânicas por enquanto e vou me dedicar à raças, culturas e outras coisas.

A dica de hoje é essa: antes de sair por aí gastando seus recursos e seu tempo para criar um sistema novo para o seu novo mundo de jogos, veja se não existe nenhum sistema que já sirva para ele.

7 Comentários (+adicionar seu?)

  1. arquimago
    mar 19, 2012 @ 19:21:42

    melhor frase do final!

  2. Gilson Rocha (@GilsonRocha)
    mar 22, 2012 @ 20:09:19

    Opa, Valberto! Faz tempo que não comento e gostei do que li. Essas minhas duas postagens minhas falam exatamente deste sentimento e investimento de tempo:

    http://rpgsimples.blogspot.com.br/2012/01/outros-modelos-de-mecanicas-de-jogos.html

    http://rpgsimples.blogspot.com.br/2012/01/mecanica-nao-e-importante-concentre-se.html

    Gilson

  3. Gilson • RPG • Educação
    mar 22, 2012 @ 20:14:29

    [assinando]

  4. Gilson • RPG • Educação
    mar 22, 2012 @ 20:16:00

    Opa, Valberto! Faz tempo que não comento e gostei do que li. Essas minhas duas postagens minhas falam exatamente deste sentimento e investimento de tempo:

    http://rpgsimples.blogspot.com.br/2012/01/outros-modelos-de-mecanicas-de-jogos.html

    http://rpgsimples.blogspot.com.br/2012/01/mecanica-nao-e-importante-concentre-se.html

    Gilson

  5. Newton Rocha
    mar 23, 2012 @ 12:19:27

    Valeu Valberto! :) Espero que dê tudo certo, customize o +2d6 para ficar do jeito que você quer para sua sessão de jogo! :D

  6. valberto
    mar 23, 2012 @ 18:05:04

    Acabei de achar o *.doc dele. Uma mão na roda.

  7. nivoricardo
    abr 14, 2012 @ 20:30:00

    Pois é, a gente vai descobrindo isso com a idade, quando o tempo vai ficando cada vez mais escasso. Quase sempre tem o que você precisa em algum lugar e muitas vezes de melhor qualidade, acho que não vale só pro sistema, as vezes você precisa de divindades pro seu cenário ou uma cidade que os jogadores vão passar. E isso deixa a sua criatividade livre pra se concentrar no mais importante: A HISTÓRIA!!!

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