Novo grupo de jogo

Devo começar, daqui a duas semanas, mais ou menos uma nova campanha aqui em casa. Os jogadores vão ser os gatos de sempre, a Sued, o namorado dela (sorry mano, esqueci seu nome), o Hugo e o Bruno e mais quem conseguir chegar.

A proposta é um mundo medieval um pouco mais dark, na linha GoT. Não existem raças não humanas, por exemplo. Foram todas extintas. Extintas mesmo, do tipo não sobrou nenhuma para contar a história. Vai se passar num mundo tipo a Europa, só que na passagem da alta para a baixa idade média, ou seja, ali por volta do século XII ou século XIV. Ali por volta do século IX (ou seja, antes do jogo começar) houve um grande catalisma desorganizou a magia do mundo e fragmentou a religião (estilo católica) em várias vertentes diferentes – sem dar poder de verdade a nenhuma delas. O cataclisma também eliminou todas as culturas não humanas comuns a esse tipo de cenário, como orcs, elfos e anões. Todos os monstros que existem são aqueles do tipo selvagem – e esses existem aos borbotões.

Como sistema vou usar o D&D 3.5 com algumas restrições de classe e nível. Poderão ser usados as core classes mais básicas: guerreiro, mago, ladrão e clérigo e todo mundo começa como aventureiro experiente – espero que se comportem assim – já no terceiro nível. Também vou tirar de cena a restrição de perícias de classe e de outra classe, alguns talentos que me irritam e coisas do gênero.

Vai haver uma profusão de língua latina na mesa, uma vez que esta era a língua do antigo império. Ela vai ser a língua comum. Mais vai ter muitas outras, como o Rus (língua do norte), por exemplo. Cada personagem deve ser fluente em pelo menos dois idiomas ou sofrer as consequências. Aliás, falando em latim, todas as magias devem ser pronunciadas em latim para que tenham efeito. Algo como “conuertitur in manibus ignem, convertens animam meam: ignis, et devorabit inimici mei” para lançar uma esfera flamejante.

Apesar do grande poder e carisma dos magos, a magia não é bem vista pelas pessoas – que tendem até mesmo a desconfiar da boa magia dos clérigos. Itens mágicos também são itens de extremo luxo, sendo que aquela espadinha +1 que você tanto despreza só pode ser encontrada no tesouro de um nobre ou nos confins das ruínas mais perigosas.  E quantas diferenças de classe, bem, ricos são muito ricos e pobres são miseráveis. As vilas são sujas e as pessoas são imundas. Falta tudo.

As mulheres só não são objetos por causa de uma santa guerreira mito cultuada chamada santa Ajora, a donzela que abriu o caminho para as mulheres na cavalaria trezentos anos atrás.

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