Regras para que te quero.

A mecânica realmente importa tanto?

Quando comecei a jogar RPG eu tinha apenas um livro e um dado: Aventuras Fantásticas – a cidadela dos ladrões e um dado de seis lados que achei perdido em algum lugar da casa. A única mecânica que eu conhecia era do tri-stat do fantasy flight: games Energia, Habilidade e Sorte. Durante muito tempo foi tudo o que eu precisei saber para me envolver em dezenas de aventuras, conhecer lugares distantes, lutei ao lado de heróis, distribuí magia arcana como Silvio Santos distribui aviõezinhos de 50 reais, falei com reis e bebi tanto quanto um anão em tabernas pelo mundo a fora.

Depois eu conheci D&D, por intermédio do Zed, ao qual sempre serei grato; pouco depois comprei GURPS (deve star por aqui em algum lugar); AD&D pela Abril jovem; Desafio dos bandeirantes, Vampiro, Shadowrun… e alista vai e vai até fechar algo perto de 80kg de livros, cenários,  sistemas e mapas.

E uma coisa que eu descobri ao longo dos anos é que a mecânica não importa tanto assim – a não ser que você jogue Demos Corporation ou MERP. Que o que importa mesmo, a meu ver é se divertir. Não faz muita diferença a curva de sucessos ou a margem de acerto desde que você esteja se divertindo na mesa de jogo. Boa companhia, algumas risadas, junk food… tudo isso faz parte da mítica que eu acredito, encarna uma parte pequena, porém importante da arte milenar de contar histórias em torno da mesa de jantar.

Claro isso não implica dizer, em momento algum, que você não pode se divertir com a mecânica. Ora bolas a diversão é tão pessoal quanto os seus dentes e o uso que você faz deles! Se você acha que a mecânica é importante ara a sua diversão, ora que seja! Se você acha que saber o modificador de peso que cada uma das moedinhas de ouro que você carrega fará realmente diferença, não se faça de rogado. Puxe uma calculadora – científica ou não – e comece e calcular. Tenho amigos que se divertem assim faz anos, construindo naves para o Jovian Chronicles (devo admitir que nunca passei da construção de personagens).

Sendo assim, parto para o final buscando um trampolim para a reflexão: as regras importam tanto assim a ponto de você ficar chateado com o seu uso? A ponto de você se ofender quando alguém usa uma regra que você não gosta? A ponto de escrever o seu próprio capítulo de regras de combate e manobras de combate ? Decida por si mesmo.

1 comentário (+adicionar seu?)

  1. arquimago
    mar 01, 2014 @ 10:05:39

    Quem sabe decidindo não se diverte mais? E não esquecemos que foi justamente essa busca que criou muitos dos sistemas de hoje.

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