As eleições terminaram parte 2 – e dessa vez demorou.

E já não era sem tempo. Eu não agüentava mais a sujeira nas ruas, a falsidade dos cabos eleitorais rebolando aquelas bandeiras fajutas no meio da rua e a propaganda eleitoral gratuita na TV e no Rádio. O circo da eleição passou e logo logo vamos ter de encontrar outra coisa para conversar. Novos fatos do caso Petrobras, ou da novela das oito, talvez?

De qualquer forma a eleição terminou. Você saiu de casa ontem para votar, ou apenas justificou seu voto para justificar o dia a mais na praia. Talvez você tenha saído de casa com a missão sagrada de votar novamente em Aécio Neves, mesmo que não valesse nada, apenas para não dar o seu voto – que aliás, é de confiança – a  nenhum dos candidatos ali presentes. Seja lá qual for a sua posição política, de direita, de esquerda, de centro, de ladinho, de 69 ou cachorrinho você cumpriu com o seu dever cívico dento da lei e está tudo encerrado, certo?

Errado. É agora que deveria começar o seu trabalho. Terminou de votar, agora é hora de cobrar. Faça como eu e saia atrás dos “santinhos” dos candidatos eleitos, onde eles elencavam as promessas do que iriam fazer e trate de cobrar. A cada mês veja o que foi feito e cobre. Da mesma forma que você pediu votos para este ou para aquele candidato peça que seus amigos cobrem este ou aquele representante político. Cobre do seu senador, do seu deputado federal, do seu deputado distrital/estadual e especialmente cobre da sua presidente.

Sim, porque independente de quem você votou, se é que você votou, ela foi re-eleita. Ela não é a “presidenta do PT”. Ela é a presidente re-eleita de todos nós. É como dizia a o presidente Figueredo: “Não acredito que o Brasil tenha tanto impatriota. Entregar uma beleza de país nas mãos de um desgraçado como aquele. Mas é aquela história: se ganhar, tem que levar”. Ela é re-eleita de todos nós, e não por todos nós; mas ela tem de governar por todos nós. É a obrigação dela. É isso que eu pessoalmente vou cobrar e exigir que todos os “cabos” (e não “cappos”) eleitorais do PT também o façam. Porque é muito fácil achar erro nos outros, malhar o governo de qualquer um. Ruim é achar erro em si mesmo e sair cobrando. Ruim é dizer realmente o que se pensa do mensalão ou dos condenados.

Independente do conteúdo desta carta, acredito que jamais respeitarei a presidente (e nunca presidenta) para além do que exige-se de seu cargo. Jamais a respeitarei para além do que ela realmente é: minha empregada, minha servidora. Minhas diferenças com ela são irreconciliáveis. Existe um abismo moral e ético entre nós. E é até bom que haja este abismo. Ele permite que eu veja com os olhos do ceticismo e não com os olhos do apaixonado, tudo o que esta senhora vier a fazer.

Hoje, muito mais que simplesmente comemorar “a dama de ferro que a ditadura não dobrou” ou lamentar “a terrorista que foi eleita presidenta” é a hora de arregaçar as mangas. É hora de colocar o título de volta na pasta de documentos e pegar outra carteira. Eu já estou com o meu título de “Cobrador” na carteira. E você?

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